Arquivo do mês: março 2010

Glossário de termos e frases usados no romance

 

Glossário de termos e frases ditas em árabe no “Mohamed,, o latoeiro”

Ahlan Wa Sahlan = Seja bem-vindo

Assalam Alaikum = A paz esteja com você (s)

Masbaha = rosário muçulmano

Kafan = mortalha

Mijuez = flauta de haste dupla feita de bambu

Qibla = presumida direção de Meca

Mabruk = Abençoado (usa-se para parabenizar alguém)

Déia = parteira

Baraka = bênção

Habibi = meu amor (quando o objeto do amor é do sexo masculino)

Habibti = meu amor (quando o objeto do amor é do sexo feminino)

Mukhtar = autoridade principal de uma aldeia.

Franj = termo aplicado ao todos os europeus, usado desde os tempos dos cruzados.

Insha’Allah = Queira Deus (estudiosos dizem que daí deriva o termo Oxalá em português)

Alhamdulilleh = Graças a Deus

Tuhur = purificação, ablução. Termo também usado para circuncisão.

Muttaher = aquele que executa o tuhur, cortando o prepúcio.

Baiê = meu pai.

Allahu Akbar = Deus é o maior

Chanclich = bolo de requeijão secado ao sol, coberto com tomilho, sumagre e semente de gergelim.

Tannur =  Forno de pedra e barro, na forma de um pequeno cupinzeiro usado pelas camponesas para fazer pão.

Masha’Allah = Assim é a vontade de Deus.

Aazu billeh = Que Deus nos proteja.

Ustaz = professor.

Yalla = Vamos.

Khan = misto de pousada e estrebaria onde os viajantes repousavam com suas montarias até as primeiras décadas do século passado.  

Salam Alaikum = o mesmo que Assalam Alaikum.

Tafaddalu = Dêem-nos a honra! (o anfitrião convidando seus convidados para começarem a comer)

Khala = tia irmã da mãe; madrasta

Marhaba = outra forma de dizer “bem-vindo”

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Noite de Autógrafos em São Leopoldo

Amigos e amigas,

No dia 8 de abril, a partir das 18h, estarei no YÁZIGI de São Leopoldo para um encontro com vocês. A livraria NOBEL, que fica  na mesma rua do Yázigi, exatamente na frente, estará oferecendo o livro. Você sai da Nobel e basta atravessar a rua e já está no Yázigi para tomar um vinho ou um refri, pegar minha dedicatória com autógrafo e bater um papo sobre o livro e sobre os futuros livros.

Aguardo vocês lá.

Um Abraço,

Gilberto

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Mais uma receita de Yemna, vinda diretamente do Paraíso

Eu estava fazendo a minha última oração do dia. Era  quase  meia noite. O apartamento estava em silêncio, tão em silêncio que tu quase podias ouvir as patas da barata quando ela  percorria a sala. Quando terminei a oração, eis que surge um clarão na janela da sacada. Era o Arcanjo Gabriel. Disse-me a sua santíssima presença:

– Trago-vos alvíssaras de Yemna! – os anjos falam português castiço

– Pois não, Santíssimo! – respondi, já acostumado com a sua presença, mas ainda ofuscado pelo brilho que emanava do santo ser.

– Ela vos saúda e diz que está passando muito bem no Paraíso, que possui um palácio tal qual aquele que ela sonhava quando jovem em Ain el Jesh e que realmente ela desposou o Príncipe Abdalla Hammudan.

– Abdalla Hammudan? O Abu Mustáfa? Mas ele não está um pouco velho, Santíssimo Gabriel? Deve estar agora com uns 120 anos!

– Não blasfemeis! Deus a tudo pode! Ela no Paraíso tem 18 e ele tem 20.

– Ah, perdão Santíssimo!

– Trago-vos também mais uma receita dela. Sentai-vos e escrevei!

Sentei-me, pois, e aguardei o Arcanjo ditar a receita:

SALADA DE GRÃO DE BICO

(SALATAT HUMMOS)

Ingredientes:

2 xícaras de grão de bico seco

3 dentes de alho socados com um pouco de sal

1 cebola média picada em pedaços finos

¹/² xícara de azeite de oliva

¹/³ de xícara de suco de limão

Sal

2 colheres de sopa de salsa picada para decorar

Preparo:

Deixar o grão de bico de molho em água abundante de véspera.

Lavar bem antes de cozinhar. Durante o cozimento, retirar toda a espuma que vai subindo até o grão de bico ficar macio. Escorrer e reservar o grão de bico e a água, separadamente.

À parte, juntar o limão, o alho, a cebola, o azeite e o sal. Juntar esse molho frio ao grão de bico escorrido e ainda quente. Adicionar a água de seu cozimento. Misturar tudo e salpicar a salsa picada.

Servir morna ou fria, acompanhada de cebolas, rabanetes ou conservas.

Wa salam!

E o anjo partiu.

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Os meses em árabe

Alguns leitores me peguntaram  que forma era aquela que eu datava os episódios da história do latoeiro. Exemplos:  Âb, oitavo mês… Shbat, segundo mês… Huzairan, sexto mês… Tishrin Awal, décimo mês… e assim por diante.

Os árabes utilizam dois calendários. O primeiro  é o muçulmano, lunar e o ano  é aproximadamente 10 dias mais curto do que o gregoriano. Deste, eu vou falar mais tarde.

O segundo calendário é o solar, derivado do aramaico  (a lingua falada por  Jesus)    e tem a sua equivalência nas línguas ocidentais. Quando eu escevi no ‘Mohamed, o   latoeiro’ , Adhar, terceiro mês… eu quis dizer exatamente março do calendário gregoriano; quando eu escrevi    Âb, oitavo mês…  eu quis dizer o oitavo mês do calendário gregoriano, ou seja, agôsto;  Quando eu escrevi Kanun Awal, o décimo segundo  mês… a equivalência no calendário gregoriano seria dezembro. Entretanto, chamo a atenção para o seguinte: Kanun Awal não quer dizer dezembro;    assim como Adhar não que dizer março e nem Âb quer dizer agosto.  Aliás, nenhum dos meses que eu menciono no romance são traduçoes dos meses ocidentais. São   meramente  equivalências numéricas ordinais. Os nomes dos meses ocidentais são nomes de deuses gregos e romanos. Enquanto que os meses árabes-aramaicos são nomes de periodos climáticos do ano. Exemplos:

Shbat: significa chicote em aramaico, quer dizer que o frio é forte e machuca como um chicote. Equivale ao nosso fevereiro.

Nissan: mês das flores, que equivale ao nosso abril.

Tammuz , o forte, ou seja o máximo do calor, equivale ao nosso julho.

Vamos então aos meses árabes-aramaicos  e seus equivalentes no nosso calendário ocidental.

Kanun-al-thani = janeiro,  Shbat = fevereiro;  Adhar = março; Nissan = abril; Ayar = Maio; Huzairan = junho; Tammuz = julho; Âb = agosto; Aylul = setembro; Tishrin Awal = outubro; Tishrin Thani = novembro; Kanun Awal = dezembro.

É isso aí. Um beijo e abraços para todos

Ni

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Salada refrescante

Mais uma receita da tia Yemna, enviada do além:

SALATAT KHIAR B’LABAN

SALADA DE PEPINO COM COALHADA FRESCA

Ingredientes:

 

Para 4 pessoas.

 

1 litro de coalhada fresca gelada.

4 pepinos japoneses sem descascar, cortados em cubos de cerca de 1 cm.

4 dentes de alho socados com um pouco de sal.

1 xícara de hortelã fresca  picada.

Deixar um galinho de hortelã de lado para decorar.

Colocar o pepino, o alho macerado, o sal e a hortelã na coalhada.

Misturar bem.

Acrescentar um pouco de azeite de oliva.

Acrescente o raminho de hortelã para decorar.

Come-se com pão árabe ou com o nosso pãozinho d’água. Fresquinho e crocante.

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Por que os árabes são chamados de turcos?

 
Por que os árabes são chamados de turcos? Como veio esse apelido a identificar os árabes e seus descendentes?  Apelido, aliás, que já se tornou, no meio popular,  a “nacionalidade” dos árabes, donos das lojinhas que existem por aí ou dos mascates que percorriam as veredas do interiorzão do Brasil.  Muita gente os chama de turcos, convencidos que são realmente turcos.
Na verdade, tem até formadores de opinião que confundem as coisas. Há pouco tempo atrás, um conceituado jornalista da região, um ícone do jornalismo local,  escreveu um artigo sobre os grupos imigratórios que formaram o Vale do Sinos e ilustrou o artigo com fotografias.
O cara mencionou os alemães, que formam o grupo predominante, os italianos, os portugueses, os japoneses, os negros e os “turcos”. Para ilustrar o parágrafo que falava dos “turcos” ele tirou a foto de uma loja que, na época, se chamava Flor da Síria, cujo dono, na verdade, era palestino. Doloroso!
Quando os turcos otomanos dominavam, a ferro e fogo, todo o Oriente Médio, muitos árabes saíram de seus territórios durante a segunda métade do século dezenove. Não existiam ainda os países árabes geografica e politicamente definidos como hoje. A Síria, por exemplo, compreendia o território dos países de hoje: Jordânia, Israel (Palestina), Líbano e Síria. Esses emigrantes vinham com um documento chamado “laissez passer” (do francês “Deixai passar”) emitido pelo governo turco que dominava aquela região. Eram, portanto, considerados turcos, embora não soubessem dizer três palavras na língua do império.  O apelido continua até hoje. Alguns amigos me chamam carinhosamente de Turquinho. Mas uma grande porção da população brasileira, por ignorância,  ainda conhece os árabes como turcos. E muito comum você ouvir o seguinte diálogo:
– Que blusa bonita! Onde você a comprou?
– Na lojinha do turco lá do centro!
Ou:
– Que calça porcaria! Na primeira lavagem encolheu!
– Quem mandou você comprar na loja do turco!
E assim vai
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Cesar Foscarini ri e chora. Chora?

Amigo Giba ( ou turquinho)

Tu me pegou de jeito.
Algumas semanas após  ler, saborear, rir e chorar com eu livro, ainda
estou viajando.
Ja lá se vão semanas que iniciei estas mal traçadas linhas que por
puro relaxamento não concluo.
Tenho que te informar que vivi as aventuras do pequeno Mohamed, e toda
minha família também já leu.
A Mercedes e a Jana curtiram bastante mas o afilhadao do Pe, tá dificil.
Cáspsite turquinho, que livro gostoso.

Quero te encontrar para comentarmos mais sobre o latoeiro.
Para quando é o próximo.?

Beijos
Fosca

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