Ciranda Literária em Morro Reuter

Ciranda Literária em Morro Reuter

Cidadezinha simpática e graciosa, essa Morro Reuter!

Incrustada na subida da Serra Gaúcha, tal qual uma valiosa pepita de ouro agarrada ao seu leito natural, o viajante apressado mal a percebe. Deve ter ao redor de seis mil habitantes, onde todos se conhecem pelo primeiro nome. Mas você é aliciado pelo aroma das cucas, dos bolos, dos strudels e das comidas. Depois de ser seduzido, você entra na cidadezinha de boneca, contempla-a, apaixona-se por ela e fica com vontade de não mais sair de lá.

Pois não é que essa pequerrucha cidade Morro Reuter é autora de um feito de gigantes! Desde a sua emancipação ela vinha promovendo a sua Feira do Livro.  Neste ano, o nome dado ao evento literário e cultural virou Ciranda Literária. Mudou o nome, mas não mudou a importância do acontecimento e a seriedade com que o município trata a questão educacional e cultural.

A administração da cidade dá uma tamanha relevância ao evento literário que, na entrada da cidade, tem um monumento ao livro. Uma espécie de totem de livros, cuja altura vai aumentando na medida em que os escritores vão tendo ali postos seus livros em concreto. Espero um dia merecer tal honra. Só para citar. não é à-toa que Morro Reuter é conhecido como o município de analfabetismo zero.

Eu já tinha participado da última Feira do Livro em 2009, quando fui calorosamente recebido pela Secretária de Educação e Cultura, a professora Cristiane Hinterholz, e pela professora Andréia Ternus e demais componentes da dedicada e laboriosa equipe de professores.  Senti o gostinho e quis voltar.

Agora, entre 10 a 15 de outubro deste ano, o evento cultural e literário, independentemente do nome que se lhe dê, foi um feito maravilhoso, bonito e bem sucedido.

Tive dois dias de prazerosos encontros com escritores gaúchos e de outros estados. Também tive a alegria de reencontrar a minha querida amiga e mestre e – vejam a coincidência – patrona da Ciranda Literária de Morro Reuter, a professora-doutora Juracy Saraiva. E de novo, fui recepcionado com um imenso carinho pela Secretária Cristiane, pela professora Andréia e pelos demais professores do município. Uma hospitalidade soberba! Que mais posso desejar?

Mas o que este modesto escrevinhador e contador de histórias foi fazer na Ciranda Literária de Morro Reuter?  Fui convidado para trabalhar; mas eu estava lá me divertindo. Tive bate-papos sobejamente alegres com crianças de dez anos a adolescentes, prestes a terminarem o segundo grau. Fui estimulá-los à leitura. Aprendi com eles mais do que eles comigo.

Participei, também, em debates e bate-papos informais com outros escritores. Foi um regozijo total. Tantas cabeças iluminadas emitindo opiniões sobre literatura, falando com cátedra, instigando, questionando. Nessa troca de ideias aprende-se muito e eu fui um aluno privilegiado.

Só mais um curto parágrafo para encerrar: Fiquei tão fã de Morro Reuter que sonho, um dia, em vê-la como a Paraty gaúcha, reunindo escritores brasileiros e estrangeiros, numa gigantesca efeméride, com concursos literários, lançamentos, debates e tudo o mais. Quem sabe?

Vocês verão o videozinho aí a ilustrar este meu texto com as fotos do evento.

Gilberto Abrão

Anúncios
| 1 Comentário

Navegação de Posts

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: