Arquivo do mês: junho 2011

FACILIDADE PARA ADQUIRIR O “MOHAMED, O LATOEIRO”

Queridos amigos e amigas,

Uma forma – talvez inédita – de aquisição de livros foi criada pela Primavera Editorial. Chama-se Prêt à porter da Primavera Editorial. O objetivo é facilitar aos letiores a aquisição dos livros editados pela editora. Lá, vocês poderão adquirir o “Mohamed, o latoeiro” e também outros excelentes livros que fazem parte do acervo da editora.  Dêem uma olhada na “vitrine” da loja virtual da editora e vocês verão muitos títulos. Posso recomendar alguns: “A Neta da Maharani”, “O Véu, “La Llorona” “O Livro dos Avós” (Esse me foi muito útil. Aprendi como ser avô).  Bem, aqui está o link:

www.primaveraeditorial.com

loja virtual da primavera editorial
 
Bom proveito.

 

DAN BROWN OU LUIS MATTA?

      Dan Brown ou Luis Matta?

Estou folheando um livro em uma livraria local. Uma jovem senhora, de óculos, com cara de boa escolaridade, vai até a atendente e pergunta:

– Vocês têm o último livro do Dan Brown?

– A senhora quer dizer “O símbolo Perdido”?

– Esse mesmo? – exulta a jovem senhora.

 -Tem, sim! Aqui, na frente da loja!

Olho para onde a atendente apontou e vejo uma enorme pilha do dito livro do Dan Brown na parte mais nobre da livraria. Ou seja, na entrada.

Depois que a culta senhora sai feliz da vida com o seu Dan Brown, pergunto à atendente:

– Desculpe a minha curiosidade, mas vocês acham que venderão essa pilha em uma semana?

A moça esboçou um sorriso meio gozador e respondeu:

– Senhor, sai uma pilha igual a essa por dia!

Curioso, faço a pesquisa e descubro que Dan Brown vende mais que dez bons autores brasileiros de primeira linha, juntos. Nem o Chico Buarque – que vendeu o nome e não o livro – vendeu mais do que ele. Descubro que a editora brasileira que publicou o “Código da Vinci”, imprimiu 400 mil exemplares na primeira edição, mas teve que, na última hora, duplicar a tiragem para vender em poucos dias.

Por que será? Por que nenhum autor brasileiro atinge tal cifra? Seria por que o autor estrangeiro é mais talentoso?  De jeito nenhum!

Li o “Código da Vinci”.   Uma boa história de aventura, que se passa em não mais do que dois dias, onde o personagem principal chega ao hotel cansado, depois de uma palestra, e sai logo em seguida para passar o tempo todo fugindo de um lugar a outro, sem descansar, sem dormir, sem comer e – pior –  sem tomar banho. Para chegar ao fim da história e dizer que a namorada francesa era descendente de Jesus. Situação surrealista! Mas a idiotice vendeu um milhão de cópias aqui no Brasil.

Em contrapartida, li “O Véu” do jovem escritor brasileiro, Luis Matta, especialista em thrillers, publicado pela Primavera Editorial, a mesma que publicou o meu “Mohamed, o latoeiro”.  “O Véu” é uma excelente história, com fatos plausíveis, nada de idiotices ou surrealismos, um thriller de primeira linha do início ao fim, narrado pelo Luis Matta com excelente técnica.  História por história, sou mais “O Véu”.  Thriller por thriller, acho “O Véu” mais lógico, mais verossímil, mais palatável. Além do mais, o Luis Matta usa a linguagem do português brasileiro, com todas as suas nuances linguísticas, suas expressões idiomáticas e criatividade típicas.

Enfim, o Luis Matta não fica devendo nada a um Dan Brown da vida! Aliás, pelos aspectos que expus acima, até o supera. Mas vamos comparar os números:

Enquanto o Dan Brown vendeu um milhão de exemplares só aqui no Brasil em poucas semanas, duvido que o Luis Matta tenha atingido a marca de 10 mil exemplares depois de um ano da publicação do seu “O Véu”!  Aliás, afirmam os entendidos do mercado literário brasileiro que o escritor patrício que chegar aos 10 mil exemplares é um best seller. Não contando os Chico Buarques, os Jô Soares ou Paulo Coelho, é claro! Esses são os nomes que vendem. Não discutindo o mérito de seus livros, esses caras podem escrever qualquer merda que vende centenas de milhares. É ou não é?

Mas por que essa abissal diferença entre um Luis Matta e um Dan Brown? Simples, na minha opinião: o pobre leitor brasileiro entende que tudo que vem de fora (especialmente dos Estados Unidos) é bom e é melhor do que o nacional; a grande mídia brasileira, sei lá porque razão, alardeia a “qualidade” da literatura estrangeira em detrimento da nacional (observem a lista dos 10 mais vendidos livros de ficção de Veja. Quantos autores nacionais tem na lista?); falta de publicidade forte por parte das editoras. As editoras americanas consideram o livro realmente uma mercadoria como sapatos, roupas, carros, pasta de dente, pizzaria, etc. Fazem anúncios do livro em ônibus, em revistas e jornais (claro que daí combinam uma ótima resenha sobre o livro), em outdoors (que lá eles chamam de bill boards.) Sai propaganda do livro até nos banheiros públicos de Nova Iorque!

Nós aqui no Brasil somos cheios de preconceitos, de não-me-toques! – Fazer propaganda de um livro em ônibus? Ou em outdoors? Deus me livre! – diria o executivo de uma editora brasileira, cheio de melindres.

Enquanto isso, por força da publicidade americana, o leitor brasileiro vai se drogando com os Dan Brown e nem chega a conhecer um excelente Luis Matta.

Para finalizar, entre o meu “Mohamed, o latoeiro”, como romance étnico, e o “Caçador de Pipas” do Khaled Husseini, o meu “Mohamed” dá de 10  a 0 no “Caçador”, sem falsa modéstia.

Beijos e abraços

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