Arquivo do mês: julho 2011

COMO COMPARAR OS DOIS LIVROS?

        COMO COMPARAR OS DOIS?

     Perguntaram-me qual a diferença entre os dois livros que escrevi até agora. Ou melhor, como categorizar o “Mohamed, o latoeiro” e “O muçulmano e a judia”?  Em que aspectos eles se assemelham e em quais eles diferem? Bem, eu diria que são dois livros com personalidades diferentes.

     O “Mohamed, o latoeiro”, é um livro praticamente de reminiscências justapostas, com histórias ouvidas aqui e acolá de velhos membros da comunidade árabe de Curitiba e mais uma forte dose de imaginação. Jamais negarei que há um quinhão de experiências pessoais no “Mohamed, o latoeiro”, porém sem ser autobiográfico.

     O Mohamed é um livro tipicamente cultural, ou seja, nele são mostrados os hábitos e costumes de uma seita muçulmana minoritária na Síria, os alauítas; nele está explícita a influência da religião no dia-a-dia do povo, mostro um pouco da vida rural do aldeão sírio nas montanhas alauítas, o sofrimento dos povos da região sob o jugo otomano durante cinco séculos e, depois, sob o mandato francês e inglês; enfoco os problemas socioeconômicos que geraram massivas levas de emigração da juventude rumo às Américas; enveredo pela filosofia de vida dos personagens, os choques culturais que enfrentam ao se depararem com uma sociedade ocidental cristã católica, comparativamente mais liberal. Por fim, a adaptação desses imigrantes à nova sociedade, a geração de filhos brasileiros, a contribuição deles à formação do caldeirão étnico-cultural brasileiro.

Mohamed é o herói, ou o anti-herói. Através dele vamos sentindo os regozijos e  dramas, as vitórias e os traumas que recheiam sua vida de quase seis décadas no Brasil. Mohamed, o latoeiro, é, enfim, uma história árabe no estilo da narrativa, na linguagem usada e no conteúdo. Só que é escrita em português.

 

Já “O muçulmano e a judia” é uma narrativa brasileira no estilo e na linguagem. É a história de três famílias. Duas judias e uma árabe palestina. Começa na Áustria ocupada e anexada pela Alemanha nazista. Passa pelo Egito monárquico e pela subsequente revolução comandada por Gamal Abdel Nasser, que, por sua vez,  é antecedida pela fundação de Israel na Palestina.

Narro a tragédia e o sofrimento de todos os personagens em seus respectivos países, a perda de bens, familiares, amigos e a busca de paz em um país distante e desconhecido chamado Brasil. Foco a luta dos membros das famílias contrapondo suas convicções ao status da sociedade brasileira, aberta e mais tolerante.

No meio do preconceito, nasce o amor.

Sim, “O muçulmano e a judia” é uma história de amor tendo como pano de fundo o drama dos judeus na Europa e a tragédia e a diáspora palestina. Ou seria o contrário? Quem sabe não seria história de dramas de famílias judias e palestinas, tendo como elo vitorioso o amor?

Sei lá! Deixo para o leitor julgar os dois livros.

 

 

EI-LO, “O MUÇULMANO E A JUDIA”

 Queridos amigos,
 
Aqui está, finalmente, o meu segundo  livro, “O muçulmano e a judia”.  
Já está à disposição nas melhores livrarias do Brasil, do Oiapoque ao chuí
J
 

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Atualizado em 11/07/2011


 

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