Arquivo do mês: agosto 2012

O Latoeiro – convite lançamento Projeto

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CONVITE PARA A NOITE DE AUTÓGRAFOS EM CURITIBA

CONVITE PARA A NOITE DE AUTÓGRAFOS EM CURITIBA

Esse convite não é só para o pessoal de Curitiba e adjacências. É também para os gaúchos, catarinenses paulistas, cariocas, capichabas, mineiros, amazonenses, bahianos, pernambucanos, etc. que queiram me dar a honra de sua presença.

MAIS UMA VEZ, TOCA O TELEFONE NO GABINETE DA SECRETÁRIA

 Mais uma vez, toca o telefone no gabinete da Secretária.          

    

     Toca o telefone azul no gabinete da Secretária de Estado. Jack, o assessor, atende:

     – Sim, senhor Primeiro Ministro! Ela está, sim senhor! Imediatamente, senhor!

     O assessor põe o telefone sobre a mesa e entra no gabinete da Secretária de Estado, apressado e arfante::

     – Sra. Clinton! O primeiro ministro Benjamin Nataniahu quer falar com a senhora e diz que é urgente!

     – Oh! My God! O Ben de novo!  Que fizemos de errado dessa vez? Conecta ele, rápido, Jack!

     Jack cumpre a ordem:

     – Hello! Good morning, Ben! – Saúda a secretária nervosamente.

     – Aqui já é de tarde, Hillary! Acabo de ter uma reunião com os meus ministros e não estamos nada satisfeitos com os acontecimentos na Síria!

    A Secretária percebeu que o Primeiro Ministro não lhe retribuiu a saudação, portanto as coisas devem estar mesmo feias. Ademais, ele foi logo entrando no assunto.

     – Hillary! Você está prestando atenção no que estou dizendo ou está divagando?

     – Sim Ben! Pode falar!

     – Já estamos há um ano e meio apostando na queda do homem e ele não cai! Até quando vocês vão esperar para acionar a OTAN?

     – Mas Ben!.. Já tentamos de tudo!

     – Pare com esse miado de gato, Hillary, e vamos aos fatos! Já conseguimos enviar toneladas de armas para aqueles rebeldes de merda! Vocês, os franceses e os turcos estão dando apoio logístico e os sauditas e os catarianos estão financiando com bilhões de dólares. E sabe por que o homem não caiu até agora?

     O Primeiro Ministro gritou quando disse a última frase. Estava realmente bravo.

     – Porque o homem tem o apoio popular de mais de 80 por cento da população, Hillary!

     – Mas, Ben! Até já fizemos um acordo com a Al-Qaeda para trazer mercenários a peso de ouro, pagos pelos Catarianos e pelos Sauditas. A Al-Qaeda nos trouxe gente da Tunísia, da Líbia, da Jordânia, do Afeganistão, do Iraque, de todo o mundo muçulmano… Até da Chechênia vieram mercenários… Já tem mais de vinte mil mercenários bem armados lá!

     – O homem só cai se entrarmos lá com a OTAN, Hillary! Estou falando! Se quisermos enfraquecer o Irã teremos que quebrar esse elo da corrente, que une o Irã, a Síria, O Hesbollah e a resistência palestina

     – Você já está chamando aqueles terroristas do Hamas de resistência! – A Secretária deu uma risadinha

     Do outro lado, o Primeiro Ministro tossiu para disfarçar o ato falho.

     – Vocês têm que acionar a OTAN, Hillary!

     – Ben, entenda! Se fizermos isso vamos passar por agressores!

     – E não somos? – O Primeiro Ministro estava sendo irônico. – Vocês já invadiram vários países em nome da tal democracia! – a Secretária ouve a risada sarcástica do Primeiro Ministro. – E nós aqui já matamos mais de um milhão de palestinos desde a nossa fundação e deslocamos outro milhão para fora da Palestina…  digo, de Israel. A ONU já emitiu no mínimo uma centena de resoluções nos condenando e não demos a mínima! Mandamos a ONU à merda!

     – Não podemos colocar a OTAN e nossos soldados em risco, Ben! Você sabe, estamos em campanha para a reeleição do Barack e se algum soldado morrer em uma nova guerra, pega mal…

     – Temos que achar uma saída então! Será que terei que dar a ordem para atacar o Irã? – A pergunta soou mais como uma ameaça. O Primeiro Ministro queria dar um cheque mate na Secretária.

     – Tenho uma ideia, Ben!

     – Você tem uma ideia, Hillary?  – mais uma vez, a voz soou sarcástica.

     – Acompanhe meu raciocínio, Ben!  Além de continuarmos armando e pagando ótimos salários para os mercenários nós vamos abrir uma bolsa com centenas de milhões de dólares, tudo dos sauditas e dos catarianos, é claro, para pagar a alguns membros da cúpula e do exército para abandonarem a Síria. Isso vai enfraquecendo o regime…

     – Estou ouvindo, Hillary!

     – Esses mercenários da Al-Qaeda vão fazendo o trabalho deles aos poucos.

     – Incrível! Vocês dependendo da Al-Qaeda!

     – Interesses estratégicos, Ben! Interesses estratégicos!  Nosso objetivo principal é proteger Israel, não é mesmo?

     – Mas isso colocará a Al-Qaeda às nossas portas, Hillary!  Vamos ter que invadir a Síria!

     – Não será preciso, Ben! Vamos continuar pagando os rebeldes e os mercenários para fazerem o serviço por nós! Esses pobres diabos serão comprados por qualquer cinco mil dólares.Talvez essa guerra dure anos! O exército sírio vai estar tão ocupado e desgastado combatendo os grupos armados que não representará mais perigo para vocês. Além disso, vamos isolar o Irã e o Hesbollah e, por conseguinte, os palestinos. Vocês poderão pintar e bordar na Cisjordânia e em Gaza!  Vão tomar conta de tudo! Não vamos precisar invadir! Vamos assistir de camarote!

     – Parece uma boa ideia, Hillary! Vamos continuar, então.

     – Obrigada, Ben!

     Mas o Primeiro Ministro já tinha desligado o telefone, sem sequer ouvir o agradecimento da Secretária.

     – Son of a bitch! Desligou o telefone na minha cara! – foi o último comentário da Secretária olhando para o seu assessor, o Jack.

 

      

 

    

 

 

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