Arquivo do mês: outubro 2012

UFFA!!

     Uffa! Terminou o mês de setembro e só agora pude me sentar e escrever esses breves comentários. Culturalmente falando, foi um mês cheio para mim. Emocionalmente, foi devastador. Uso o termo devastador porque realmente mexeu forte com os meus sentimentos.

     No dia 17 de setembro, estiveram aqui, em Novo Hamburgo, o ator Yunes Chami, o diretor Bernardo Galegari e o diretor cultural da Câmara Árabe-Brasileira de Comércio, o Dr. Bechara Aziz Ibrahim. Aconteceu um coquetel no salão de eventos da Associação Comercial e Industrial de Novo Hamburgo, com a presença da imprensa e de aproximadamente cinquenta amigos, onde foi apresentado o projeto da peça teatral “O LATOEIRO”, baseada no meu primeiro romance, “MOHAMED, O LATOEIRO”.  Depois das falas dos visitantes, eu fui convidado a falar para aquela plateia de pessoas conhecidas da comunidade, que estavam ali para me prestigiar.  Isso foi muito tocante para mim. Quase chorando, falei do livro e falei o quão orgulhoso eu estava de pertencer à comunidade hamburguense. Foi demais!

     Três dias depois, no dia 20, houve a noite de autógrafos do “O MUÇULMANO E A JUDIA”, na Livraria Cultura, em Curitiba. Novamente, me deparo com a emoção. Vários leitores, conquistados com o primeiro livro, estavam agora me dando a honra de sua presença e trazendo consigo novos leitores. “O muçulmano e a judia” teve a mesma calorosa recepção que seu irmão mais velho tivera dois anos antes. Foi maravilhoso o reencontro com parentes e amigos velhos e novos em Curitiba.

     Mal me recupero das emoções de Curitiba, voo no dia 28 para Campinas, SP, onde o prestigiado Instituto Jerusalém, promovia o evento “BRASIL ÁRABE”, nas dependências do SESC. Durante cinco dias seriam apresentados debates, palestras, exposições variadas sobre a imigração árabe e sua influência cultural e comportamental no Brasil. Entre esses eventos, estava a apresentação parcial (uns 30 minutos) da peça “O latoeiro” e em seguida uma palestra minha sobre o livro e a peça. O teatro do SESC estava lotado. A plateia aplaudiu a amostrinha da peça longamente. Por fim, fui chamado pelo ator Yunes Chami a subir no palco. Falei sobre os meus dois livros, mas principalmente sobre o “Mohamed, o latoeiro” que dá origem à peça. A minha participação durou uma hora e meia. Fui questionado várias vezes. E, por fim, fui aplaudido de pé pela plateia. Demais!

     A Primavera Editorial tinha montado um estande no saguão do teatro. O pessoal adquiriu o “Mohamed, o latoeiro” e fez-se uma enorme fila para terem seus livros autografados. Entre os que estavam na fila, havia a embaixatriz da Palestina, a Sra. Nahida Tamimi, que, coitadinha, esperou pacientemente a vez dela e acabou recebendo o autógrafo no restaurante onde fomos jantar junto com o grupo. Simpaticíssima e culta, a Sra. Nahida foi muito tolerante e não furou a fila.

     O jantar patrocinado pelo Instituto Jerusalém, foi em um dos melhores restaurantes de Campinas. À minha mesa, estavam O Prof. Bechara, o ator Yunes, um médico árabe e sua esposa brasileira, se me lembro bem o nome dele e Nassim e o dela é Jamile, a embaixatriz, dois homens de negócio libaneses e a cantora Amal Murkus, considerada a Fairuz palestina. Ela mora na Palestina ocupada, que hoje se chama Israel, e faz parte da população árabe de 1948. Tinha sido convidada pelo Instituto Jerusalém para um show em Campinas.  Mulher bonita e de voz incomparável, nos deu uma palhinha após o jantar. Que voz e que simpatia! Realmente ela pode ser considerada a Fairuz da Palestina. Ela cantou algumas canções folclóricas do Líbano, Síria e Palestina. De novo, dessa vez a minha nostalgia foi mexida ao som lânguido das canções de Amal. Não pude segurar as lágrimas.  Vocês podem ver e ouvir Amal Murkus no Youtube.

     Por fim, volto de Campinas para saber que tinha sido eleito o patrono da 30ª Feira Regional do Livro de Novo Hamburgo. Um tsunami de amigos me parabeniza pelo e-mail, pelo facebook e nas ruas de Novo Hamburgo. Haja coração! Eu que sou um cara que chora até quando vê um cachorro magro na rua, não resisti. Uffa!

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.