Arquivo do autor:Gilberto Abrão

A PROPÓSITO DO ATENTADO EM NICE

 

                                                      A PROPÓSITO DO ATENTADO EM NICE
Ghaddaffi da Líbia não representava ameaça a ninguém e nem patrocinava terrorismo. Mas só porque ele tinha ambições de se tornar um líder no Norte da África, os americanos e a OTAN o derrubaram.
Pessoalmente, nunca gostei do Saddam Hussein do Iraque pela matança que ele protagonizou contra os xiitas e os curdos. Mas tenho que reconhecer que, sob o governo dele, os iraquianos viviam harmoniosamente e o país tinha um dos melhores padrões de vida na região. Mas os americanos e todo o Ocidente declararam guerra ao Iraque, invadiram e destruíram o país e foram caçar o pobre do Saddam dentro de um buraco como se fosse uma ratazana. Acusaram o infeliz de possuir armas de destruição em massa. Não tinha nada..
A Síria era o único país do Oriente Médio que não devia pra ninguém. Tinha um dos maiores índices de escolaridade entre os países árabes. Sistema de educação e saúde invejável e uma situação econômica estável. Mas representava uma suposta ameaça a Israel, incomodava a Arábia Saudita e outros países do Golfo pela sua aliança com o Irã e o Hezbollah. Foi daí então, que os Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita, Turquia, Qatar e outros decidiram derrubar o presidente Bashar al Assad. Não conseguiram em virtude da popularidade do homem. Mas destruíram a Síria trazendo mais de duzentos mil terroristas de todo o mundo para fazer o serviço sujo.
Israel ficou preocupado com a amizade entre o Iêmen e o Irã. Achou que talvez o Irã pudesse armar o Iêmen e esse, por sua vez, fechar a entrada do Bab el Mandeb, no Mar Vermelho, aos barcos que entravam e saíam de Israel pelo porto de Eilat. Então Israel e os Estados Unidos pediram à Arábia Saudita – que também detesta o Irã – que destruísse o Iêmen. Assim está sendo feito. Bombardeio dos sauditas e emiratenses, com logística israelense e americana, e mais de oitenta mil mercenários pagos pela Arábia Saudita e Qatar.
Pois é. A Arábia Saudita está a financiar os terroristas (entenda-se Estado Islâmico e outros) que agem no Iraque, na Síria, no Iêmen, nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Espanha, na Bélgica, na França e no resto do mundo. São os petrodólares sauditas que financiam os terroristas e são seus clérigos wahabitas que fazem a lavagem cerebral dos adolescentes pobres do mundo muçulmano e os incitam a matar e a morrer em nome de um falso Islã.
Recentemente, um desses clérigos esteve aqui no Brasil, visitando uma das nossas favelas onde há uma pequena comunidade de . muçulmanos brasileiros. O que esteve fazendo esse cara dentro de uma favela brasileira? Fazendo turismo? Porra nenhuma. Estava arregimentando jovens para entrarem nos grupos terroristas que lutam na Síria.             Para informação dos meus amigos, até 2013 já tinham morrido 40 brasileiros na Síria, combatendo nas fileiras do Estado Islâmico, e outros tantos tinham desaparecido.
Não adianta os Estados Unidos, a França, ou seja lá quem for querer combater os terroristas na Síria ou no Iraque. Estariam combatendo o efeito e não a causa, a origem do problema, a fonte do mal. Se os ocidentais matarem cem mil terroristas na Síria e no Iraque, com seus poderosos bombardeiros, amanhã a Arábia Saudita colocará outros cem mil com os seus dólares e com o seu Islã wahabita. Toda mesquita no mundo, inclusive aqui no Brasil, que foi construída com dinheiro saudita e cujo imã (chefe religioso) foi formado lá no reino do mal, é uma chocadeira de terroristas em potencial.
Portanto, se o mundo quiser acabar com o terrorismo, deve, isso sim, combater o mal na sua origem. Tem que se matar o dragão na sua caverna. Há que se destituir o regime saudita e acabar com o wahabismo que conspurca o islã.

O ESTOPIM QUE FALTAVA

O ESTOPIM QUE FALTAVA

O que estava sendo feito às escondidas, agora é feito às escancaras. A Arábia Saudita não mais esconde o seu relacionamento amistoso com Israel. Encontros entre as altas cúpulas dos dois regimes estão sendo fotografados e publicados pela imprensa mundial. Um dos príncipes sauditas, muito conhecido no jet set internacional, declarou sem nenhum pejo, que se houver um novo ataque de Israel aos palestinos de Gaza, o regime saudita não hesitará em se posicionar a favor de Israel.
Numa análise mais aprofundada, se a Arábia Saudita está envolvida até o pescoço na Guerra da Síria, financiando e arregimentando os terroristas que para lá vão, ela está a prestar um grande benefício aos sionistas enfraquecendo o exército sírio e destruindo toda a infraestrutura do país. A síria vai precisar de mais trinta anos, com a ajuda de países amigos, para se recuperar e voltar a ser o que era antes dessa guerra multinacional contra ela.
Por outro lado, a guerra no Iêmen liderada pela Arábia Saudita, já destruiu grande parte do país e matou centenas de milhares de civis. O motivo dessa guerra não é outro senão impedir que o Iêmen faça uma aliança com o Irã e fuja do controle saudita. Os sauditas consideram o Iêmen o seu quintal. Levando-se em conta que o Irã faz parte do eixo de resistência a Israel, juntamente com a Síria, o grupo guerrilheiro libanês Hezbollah e a resistência palestina, Israel está feliz da vida com essa guerra. Aliás, há até pilotos israelenses bombardeando Sanaa, a capital iemenita. Mas por quê? Uma coisa que os sionistas certamente não desejariam seria o domínio iraniano do Bab al Mandeb, a porta de entrada ao Mar Vermelho para os navios que saem ou entram em Israel. Portanto, Israel bate palmas para as agressões e massacres sauditas no Iêmen.
Tão feliz está Israel com o desempenho da Arábia Saudita, que, para criar ainda mais cisão no mundo muçulmano, autodenominou-se o “defensor dos sunitas” (sic). Foi uma jogada de mestre, sem dúvida. Israel explorou muito bem o ódio que os sauditas têm à República Islâmica do Irã que é xiita. O regime saudita é dominado pela seita wahabitas (o ramo radical do sunismo) que é a fonte ideológica do grupo terrorista Estado Islâmico e afins, e que considera os muçulmanos xiitas como apóstatas.
Na reunião da Liga Árabe ocorrida no dia 11 de março, a Arábia Saudita induziu os membros da liga a considerarem o Hezbollah uma organização terrorista. Com exceção da Síria (não representada), Líbano, Iraque e Argélia, os demais – inclusive a representação da Autoridade Palestina – seguiram o regime saudita. Compreende-se a razão. Todos eles estão a precisar de uma graninha e, portanto, não viram nada demais em vender suas consciências por um punhado de petrodólares. Os povos desses países, entretanto, são, na sua esmagadora maioria, contra essa resolução da Liga Árabe. Os governos, portanto, não representam a vontade dos povos.
Para gáudio de Israel, agora o regime saudita está pensando seriamente em atacar o Hezbollah no sul do Líbano, fomentando milícias sunitas dentro do país. Vai fazer o serviço sujo para Israel que não conseguiu tirar a resistência muçulmana (Hezbollah) do sul do Líbano em 2006. Entretanto, muito menos se espera dos sauditas. Eles não têm a expertise de guerra que Israel tem e muito menos o equipamento bélico de última geração que o Estado Sionista possui.  Mas pelo menos, segundo os cálculos dos israelenses, os sauditas vão manter o Hezbollah ocupado e vão desgastá-lo. Os israelenses (ou seja, “os defensores dos sunitas”, como eles se autoproclamam) estão dançando de alegria.
Mas será que o Irã e o novo aliado do Hezbollah, a Rússia, ficariam de braços cruzados? Não seria esse o estopim que faltava?

CARTA AO GENERAL REFORMADO

CARTA AO GENERAL REFORMADO

 

 

Um general reformado mandou a um amigo meu, procurador da justiça, uma mensagem islamofóbica, xenófoba e com tal grau de ignorância que eu não sabia se chorava ou ria às escancaras.

Ele anexou fotos de muçulmanos fazendo protestos nas ruas de Londres e disse que eles querem mudar o sistema jurídico da Grã-Bretanha, aplicando a lei da “sharia”, a lei muçulmana. Total inverdade!

O linguajar utilizado pelo general é de uma pobreza linguística infantil e de uma virulência hitleriana. Reproduzi abaixo alguns trechos da mensagem do tal general e a minha resposta aos comentários dele. Naturalmente, lhe respondi através do meu amigo, procurador da justiça, cujo nome suprimi.

Aqui vai:

 

Estimado amigo,

 

O texto é um pouco longo, querido amigo, mas poderá servir de esclarecimentos ao tal de general reformado e a quem interessar possa.

A areia vinda do deserto do Sinai deve ter penetrado no cérebro do general, quando ele esteve na Faixa de Gaza, e de tal forma que fez com que ele não mais entendesse a língua portuguesa.

Eu disse que os caras que estão fazendo as manifestações SÃO cidadãos britânicos, isto é, britânicos de 2ª, 3ª, 4ª e até 5ª geração. Seria o mesmo que os cidadãos descendentes de alemães daqui fizessem uma manifestação dentro do Brasil, ou os cidadãos afro-brasileiros, ou os cidadãos luso-brasileiros, ou os ítalo-brasileiros, ou até mesmo os brasileiros de ascendência árabe, como eu.

Eu disse que os caras fizeram a manifestação em retaliação à ofensa que a revista Charlie Hebdo fez ao Profeta. Pode ser que a demonstração tenha sido desproporcional (será?), mas aparentemente esse tal de general reformado não entendeu o meu português. Ou não teve capacidade de entender, pois o cérebro dele está entupido com a areia do Sinai e com os cactos que ficam no caminho de Gaza até Rafah e Al-Arish, passando por Deir el-Balah e Khan Yunis.

Gostaria de enfatizar ao General reformado que os caras NÃO são Paquistaneses, Bengalis ou Africanos; são cidadãos britânicos como os brancos anglo-saxões. A única diferença é que são muçulmanos. A toda hora há manifestações na Europa e em qualquer país democrático. Seria o mesmo que que nós aqui no Brasil obrigássemos a qualquer manifestante que saia do Brasil e vá ao país de seus ancestrais se desgostássemos da manifestação dele. Nesse caso, toda vez que saíssemos para bater panelas e fazer barulho contra o governo seríamos expulsos. Daí, meu caro amigo, tu terias que voltar para a Alemanha, a minha mulher que é bisneta de Italianos, teria que voltar a Itália, o tal de general reformado teria que voltar a Portugal, os filhos do Hans e o Hans teriam que voltar à Áustria, eu voltaria à Síria dos meus pais, etc. etc. etc.

É proibido manifestar-se em um país democrático?

Parece que o tal de general também não entendeu que a população muçulmana na Grã-Bretanha é de mais de 3 milhões de pessoas. Eles têm representantes em cargos do governo, no parlamento e no judiciário. Portanto representam uma grande fatia do tecido étnico do Reino Unido e, consequentemente, têm todo o direito de se manifestar politicamente, quer gostemos ou não. Assim como o PT e os grupos de direita têm direito de se manifestar aqui – até fazendo barulho e querendo matar a Dilma e portando cartazes com palavrões.

General, os caras não querem impor a religião deles para uma maioria cristã. Mas querem ter o seu direito de exercer sua religiosidade e protestar toda vez que seus símbolos religiosos são ofendidos. Oque aconteceria se o general me visse pisando sobre um crucifixo, por exemplo? Levando-se em consideração o nível de fúria dele, certamente ele daria um tiro em mim.

Convém lembrar ao general reformado que uma democracia multirracial (Brasil, Estados Unidos, Canadá, o próprio Reino Unido, etc.) compreende um povo oriundo de várias origens e várias religiões. Ou é assim ou é uma democracia de mentira, como é caso de Israel e Arábia Saudita.

Vamos a um parágrafo interessante do tal de general:

“Seria também  bom  lembrar ao teu amigo que o  1º Ministro  da Austrália, ACABOU DE DITAR A SEGUINTE NORMA aos senhores muçulmanos : se quiserem permanecer   na Austrália, RESPEITEM  A RELIGIÃO e costumes  DOS CANADENSES, ou voltem ás suas  Pátrias de origem!!!”

Explico ao general reformado que o 1º Ministro não pode “ditar” normas sem a aquiescência do seu parlamento. Se ele “dita”, ele é ditador e, por conseguinte, anula o seu parlamento. Além do mais, segundo informação do tal general reformado, parece que o 1º Ministro da Austrália cometeu uma grande gafe diplomática ao se imiscuir nos assuntos internos de um outro país, o Canadá, ao sugerir que “os muçulmanos que respeitem os costumes dos canadenses ou voltem às suas pátrias de origem”.

Ao falar do relacionamento do Japão com os muçulmanos o tal general diz que no Japão “essa raça” (perceba o termo pejorativo e de cunho racista que ele utiliza) não pode permanecer no país além de um tempo determinado e nem pode casar com japoneses. Inverdade total. Não sei de que fonte fascista o tal general reformado coletou essa informação. O governo japonês não questiona a religião de seus cidadãos. O islamismo existe no Japão desde o século XVI e segundo estatísticas verificadas existem mais de 100.000 muçulmanos no Japão, sendo que metade deles são de nativos convertidos e de mulheres. Existem duas magníficas mesquitas lá, uma em Kobe e outra em Tóquio, além de outras menores espalhadas pelo território japonês.

Vamos ler mais um parágrafo da mensagem do tal general reformado:

 

Também posso afirmar  ao teu amigo  que eu  permaneci  2(DOIS)  longos anos  1961 A 1963  na Faixa de Gaza, MISSÃO DA ONU, DE BOINA AZUL, e visitei quase todos  estes Paises Muçulmanos!!!Eles estão parados no tempo e no espaço á mais de 2(DOIS) MIL ANOS!!  Basta dizer que na Jordânia E QUASE TODOS  OS OUTROS  PAISES, os Homens  usam ainda, um tipo de Bombacha, com um depósito,tipo saco,  abaixo dos órgãos sexuais masculinos,  por que   estão aguardando ainda,”  a vinda de Cristo  QUE  poderá vir,  por meio de um homem ou  de uma mulher a qualquer instante”!!!

 

Como vocês podem notar, o general não se dá muito bem com a língua pátria.

Mas vamos ao conteúdo do texto que é de rir e de chorar ao mesmo tempo. Ele diz que foi à Faixa de Gaza e lá permaneceu dois anos. Pelos meus cálculos ele deve ser do 9º, 10º ou 11º contingente. Eu também estive lá no 13º que saiu de Porto Alegre em 1963. A maioria dos brasileiros que lá foram eram soldados de infantaria, poucos com escolaridade acima do ginásio. Saíram daqui sem saber porra nenhuma sobre a cultura árabe e islâmica e voltaram do mesmo jeito. A única preocupação deles era ir ao Cairo, alugar um apartamento e fazer festa com as putas durante sete dias.

Mas continuando com texto do general reformado. Pelo jeito o tal general julga o nível de civilização das pessoas pelos trajes típicos que elas usam. Ele acha que um homem que veste à maneira ocidental é mais civilizado do que o muçulmano que o usa o seu típico “camisolão”.  Ou uma mulher muçulmana que anda com a cabeça coberta é menos civilizada que uma brasileira que anda semidespida pelas ruas.

E essa história de que os homens usam o “saruel” (a calça árabe, com o fundilho amplo) porque estão “esperando o messias” é de matar. Ele, como general reformado, devia prestar atenção ao ridículo que está passando ao transmitir uma balela dessas. Algum idiota deve ter dito isso ao general e ele, ingenuamente, acreditou.

Mas voltando à Faixa de Gaza, da qual o tal General tanto se vangloria de lá ter estado. O fato de servir como militar nas Forças de Emergências das Nações Unidas não habilita ninguém a saber sobre a cultura e a civilização muçulmana. Quando eu estive lá, muitos dos caras que foram comigo voltaram tão ignorantes quanto quando foram. Parece que o general não foi uma das poucas exceções.

Além do mais, estimado amigo, se o general reformado ficou na Faixa de Gaza um tempo como militar (coisa que eu também tenho no meu currículo), eu estudei durante 4 anos na Síria e no Líbano, sou fluente em árabe clássico, metade da minha biblioteca é constituída de livros árabes sobre história da região e sobre o islamismo. Periodicamente visito meus parentes no Líbano e na Síria. E – importante – sou muçulmano xiita e faço as minhas 5 orações diárias em direção à Meca, a Cidade Santa. Portanto, acho que estou mais habilitado do que ele – infinitamente mais habilitado – para falar do Islã. A diferença seria mais ou menos como ele andar de bicicleta e eu pilotar uma nave espacial. Desculpe a imodéstia, mas o general merece uma dose de arrogância.

Querido amigo, deixa eu te contar um ‘causo’ do Batalhão de Suez. Entre os componentes do meu contingente havia um paraquedista paulista cujo ódio aos árabes e muçulmanos era tamanho que ele não hesitou em enfiar uma pistola 45 na boca de um menino palestino que vendia bagulhos na cerca do QG brasileiro. Por pouco não o matou. Eu fazia parte da “Military Police”, no destacamento de Rafah. Fui até o QG brasileiro junto com um colega, um sargento dinamarquês, e prendemos o paraquedista. Ele tomou uma cadeia de uma semana. Se o general reformado tivesse visto a cena talvez teria aplaudido o paraquedista louco e talvez tivesse gritado: “Mata! Mata esse “habib” imundo!” Posso imaginar o excitamento do general.

Vamos ao parágrafo de encerramento da mensagem do tal general:

 

Bem ,não vou falar mais nada, pois  poderia relacionar centenas de motivos e cenas  que presenciei INACREDITÁVEIS, COMO A FAMOSA REVERENCIA DIÁRIA  Á MECA, AS CELEBRAÇÕES DOS CASAMENTOS,,AS MESQUITAS,  OS TRAJES QUE USAM, O CAMISOLÃO QUE USAM  E QUE FAZEM  AS NECESSIDADES EM QUALQUER LUGAR  !!

É UM HORROR!!!

Em mal falando ,poderemos  também lembrar o  famoso  ,MARAVILHOSO  E AGRADÁVEL  estado islâmico querendo  fazer um CALIFADO,NA SÍRIA e IRAQUE!!!

Decapitando  seres humanos!!!!ELES SÃO MUITO  FANÁTICOS  E DESEJAM CONQUISTAR TODO O UNIVERSO!!!França e Holanda que digam!!!

Tambem,com todo o respeito, ao teu amigo , com o sobrenome de ABRÃO, de repente, seja mais um  ISLÂMICO!!!.Que ele me desculpe de minha sinceridade.

Saudações cordiais

 

Meu estimado amigo, não dá para acreditar que um general reformado possa ter escrito as palavras acima. Não, general, não o desculpo não. Tolero tudo, menos burrice.

Vamos fazer breves comentários sobre o que o general falou e vamos ensinar-lhe alguns fatos:

  • A reverência diária é a Deus e não à Meca. Meca é a Cidade Santa para onde todo bom muçulmano deve se dirigir ao orar para Deus. Isso é para manter a unidade do povo. Usando um termo militar para que o general entenda melhor, é como se fosse ordem unida, meu general.  Procure ver no Youtube um grupo de muçulmanos orando e verás que todos eles seguem o imã (o líder que conduz as orações) nos movimentos ritualísticos.
  • As mesquitas são os templos (igrejas) dos muçulmanos, general. Tem muitas que são famosas pela sua beleza arquitetônica e são visitadas por milhões de turistas cristãos e ocidentais. Não sei o que o senhor viu de errado nelas. O que o senhor disse é o mesmo que algum idiota dizer “aqueles católicos vão orar na Catedral de Notre Damme! Que horror!” A propósito, Notre Damme fica em Paris, general.
  • O que tem de anormal nos casamentos muçulmanos, general? Tem a cerimônia religiosa, tem festa, tem comilança, tem música, tem dança, tem presentes, como qualquer casamento no mundo. Só não tem o “Aí vem a noiva” de Richard Wagner.
  • Agora a parte em que os muçulmanos “fazem as necessidades em qualquer lugar”.  Essa é de gargalhar. Quando o general esteve lá na Faixa de Gaza, no início da década de 60, provavelmente ele viu algum beduíno largar o seu camelo no meio do deserto e foi evacuar atrás de uns cactos.  É que não tinham ainda inventado privadas a cada cinco quilômetros pelos caminhos do deserto. Mas agora a coisa mudou, general. Os beduínos não mais andam de camelo. Andam motorizados. Aqueles do Golfo, então, andam muito bem Mercedes, Porsch, Ferrari, Bentley, Rolls Royce, etc.  Portanto, agora eles podem chegar em suas casas mais rápido e podem cagar sossegados, sem ferirem a sensibilidade de um civilizado ocidental.
  • Quanto ao grupo terrorista que o general mencionou, o Estado Islâmico, e outros, não representam o islã e são veemente rejeitados pela maioria esmagadora dos muçulmanos. Seria o mesmo que dizer que a Klu Klux Klan representa o cristianismo. Ou que aquele pastor que levou centenas de seguidores ao suicídio é a representação perfeita do cristianismo.

Por fim, não sou “islâmico”, general. Sou muçulmano. Adoro a um Deus único e rezo 5 vezes ao dia, sim, e em direção à Meca. Não me escondo. O meu amigo me conhece há quatro décadas e ele está autorizado a dar ao general o meu e-mail, meu endereço em Novo Hamburgo, meu telefone, etc.

Quanto ao general, eu poderia mover contra ele um processo por racismo, xenofobia, explicita intolerância religiosa, de conformidade com a Lei 7.716 de 5 de janeiro de 1989.

Mas não vou fazer isso, querido amigo. Primeiro, porque ele é teu amigo e tu és meu amigo. Segundo, porque ele deve ser um velhinho passando dos oitenta e ninguém vai prestar atenção à insensatez que ele diz e à defecação que ele faz pela boca.

É isso aí.

 

AS QUATRO PORTAS DE SAÍDA PARA A QUESTÃO PALESTINA-ISRAELENSE

AS QUATRO PORTAS DE SAÍDA PARA A QUESTÃO PALESTINO-ISRAELENSE

 

Está havendo uma terceira Intifada Palestina contra a ocupação israelense. Amigos meus continuamente me fazem a pergunta que já se tornou clássica: qual é a saída para o conflito entre palestinos e israelenses? Qual das partes possui na mão a chave da porta que dá acesso à saída do conflito?

Pois eu lhes digo, queridos amigos, que existem quatro portas de saída e cada uma das partes, palestinos e israelenses, tem chaves para essas portas. Fora essas quatro possibilidades não existe absolutamente mais nenhuma e uma delas terá que ser adotada e aceita por ambos os lados. Vejamos as quatro portas.

Porta Nº 1: Essa é a preferida de Benyamin Netaniahu e seus seguidores, adeptos do apartheid, da ‘cantonização’ e da confiscação de terras dos palestinos e, se possível, a expulsão deles dos territórios ocupados através de derrubamento de suas casas, queima de seus pomares e a constante hostilidade dos colonos judeus. Esse é o status quo na Palestina ocupada. É assim que Netaniahu e seus asseclas querem as coisas. Mas, paradoxalmente, quem tem a chave para essa ‘saída’ são os palestinos. Se os palestinos ficarem quietinhos em seus guetos, observando docilmente as bem estruturadas cidades judias, habitadas por colonos armados até os dentes a cercarem os seus guetos miseráveis, se toparem essa condição humilhante de não poderem circular em certas ruas e estradas que só os judeus circulam, se se calarem diante da degradação em que vivem, então terão a paz prometida por Netaniahu. Basta que os palestinos concordem com toda o aviltamento que o atual governo israelense está a lhes impor. Portanto, a chave dessa porta está nas mãos dos palestinos. Ou aceitam ou nada feito.

Porta Nº 2: Essa é a porta do acordo de Oslo, – a ilusão de dois países para dois povos, que até eu acreditei.  Os signatários do acordo foram assassinados. Itzhak Rabin foi morto por um extremista de direita israelense e Yasser Arafat foi envenenado sabe-se lá por quem. O acordo de Oslo, quando foi assinado, criou uma expectativa de alegria e esperança nos lares palestinos e muitos lares judeus. Afinal, os palestinos teriam o seu país, formado pelo pequeno território da Margem Ocidental do Jordão e pela minúscula Faixa de Gaza. Todo esse território não daria seis mil quilômetros quadrados. Bem menor do que Lagoa dos Patos. A capital do país seria Jerusalém Oriental. Em Gaza haveria um aeroporto internacional e um porto e, talvez, contando com um pouco de generosidade e grandiosidade dos israelenses, seria construída uma autoestrada ligando Gaza a Hebron, atravessando o território israelense, de um pouco mais de 60 quilômetros. O que ligaria um estado palestino a outro num percurso de uma hora de carro, no máximo. Os palestinos festejaram a ideia. Muitos israelenses também. Mas daí veio o partido direitista Likud e rasgou o acordo e defecou em cima dele. Não valeu nem o papel que foi gasto para redigi-lo. Quem tem a chave dessa porta é o governo israelense. Mas eles fizeram a coisa de tal forma que agora tornou-se irreversível. Como tirar os quase quatrocentos mil judeus que estão nessas cidades-fortalezas na Cisjordânia? Os palestinos terão que aceitar o fato consumado.

Porta Nº 3: Essa é a minha favorita. Criar um estado para os dois povos. Um estado binacional e laico. O nome poderia ser Estado Federativo de Israel/Palestina. A bandeira deveria ser modificada de forma a incluir os símbolos dos dois povos. Um estado cuja capital seria Jerusalém. Os judeus a chamariam de Yerushalaim e os árabes a chamariam de Al-Quds (a santificada). Um estado bilíngue, assim como são a Suíça, a Bélgica, o Canadá e mais alguns outros por aí. Os palestinos elegeriam um presidente e os judeus elegeriam um primeiro ministro. Ou vice-versa. O parlamento seria composto por metade de judeus e outra metade de palestinos muçulmanos e cristãos. Direito de ir e vir para ambos os povos. Conceder o direito de retorno aos palestinos da diáspora (ao redor de quatro milhões) que querem voltar às suas cidades e aldeias da antiga palestina ou indenizar aqueles que não querem voltar. Pois assim como se concede o direito de retorno aos judeus que, supostamente, estiveram na Palestina há dois mil anos, também deve ser concedido o legítimo direito de retorno aos palestinos que de lá saíram há apenas 67 anos, muitos deles ainda estão vivos e ainda carregam as chaves enferrujadas de suas casas. Eu usei o advérbio de dúvida ‘supostamente’ aí em cima por que existem dúvidas sobre a presença na Palestina dos ancestrais desses judeus que vieram e continuam vindo da Europa para a Palestina/Israel. Dúvidas levantadas não por palestinos e nem por simpatizantes da causa palestina, mas sim por intelectuais e acadêmicos judeus, tais como Shlomo Sand, autor do best seller “A Invenção do Povo Judeu”, Noam Chomsky, Liliane Kaczerginski, Ralph Schoenman, que, como eu,  defende uma Palestina binacional e laica, e outros.

A chave dessa 3ª porta está nas mãos dos judeus sionistas. Entretanto, é difícil – senão impossível – imaginar-se Netaniahu e seus partidários, a essas alturas, em um rasgo de humildade e grandiosidade, desmanchar toda a estrutura do estado sionista, que prega um país só para os judeus, para formar um novo país, onde judeus, muçulmanos e cristãos pudessem viver em paz, com igualdade de direitos e obrigações, sem apartheid, sem opressão de um povo sobre o outro. A grandiosidade e a magnanimidade têm que vir da parte mais forte. No caso, Israel.

Por fim, temos a porta Nº 4, que aconteceria se nenhuma das outras três forem abertas. Essa porta envolveria outros atores: Irã, Rússia, China, Síria (apesar de sua atual desestruturação), Hezbollah no Líbano, a Resistência Palestina e quem sabe o Iraque, de um lado. Do outro, teríamos Israel, Estados Unidos, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar e talvez a Grã-Bretanha que é marionete dos Estados Unidos. Daí, o furo é mais embaixo. Não quero nem pensar nas consequências.  Seria a hecatombe.

 

 

COM PROCURAÇÃO OUTORGADA POR ISRAEL E ESTADOS UNIDOS, A ARÁBIA SAUDITA DESTRÓI O IÊMEN.

Com procuração outorgada por Israel e Estados Unidos, a Arábia Saudita destrói o Iêmen.

 

O Iêmen é um país localizado no extremo sul da Península Arábica e é um dos mais empobrecidos dos países árabes. Mas é um país de história briosa. Quando toda a península aRÁBICA ainda era habitada por tribos nômades, ali já existia o reino de Sabá, da Rainha Balqis, o reino dos Humairitas e outros mais.

Quando ainda a Península Arábica vivia no obscurantismo pré-islâmico, tribo lutando contra tribo por um olho d’água, ou por uma jovem raptada ou ainda quando se enterrava recém-nascidas por se temer a desonra, o Iêmen já tinha suas cidades bem construídas, com adiantadas infraestruturas, com alfabeto e leis estabelecidas e um sistema governamental organizado.

Na verdade, o Iêmen é o útero onde foram geradas a língua e a civilização árabes.  Mesmo na era moderna, o árabe falado – até mesmo pela população iletrada – nas ruas de Sanaá, a capital, está mais próximo do árabe clássico corânico do que em qualquer outro país árabe. Portanto, o Iêmen é infinitamente mais nobre do que a Arábia Saudita. Tem mais berço, mais altivez e é mais árabe!

Mas o Iêmen está empobrecido. Tem poucos recursos naturais. A maioria do povo vive muito próxima da linha da miserabilidade. Então, por que a Arábia Saudita está bombardeando o país?

Olhem bem o mapa e vejam onde está localizado o Iêmen. Entre o Iêmen e o Djibuti  e a Eritréia está o estreito de Bab al-Mandeb, que dá passagem do Oceano Indico, através do golfo de Áden, para o mar vermelho. Por ali passam todos os navios que trazem e levam mercadorias do comércio entre Israel e todos os países asiáticos. O porto de Eilat, a entrada de Israel para o Oriente, fica lá em cima no Mar Vermelho. Estão percebendo a importância geopolítica do estreito do Bab al-Mandeb?

Então a CIA e o Mossad articularam um plano. Por que não explorar o ódio que os wahabitas têm contra os xiitas? Quem conhece um pouco o islamismo sabe que a seita wahabita, predominante na Arábia Saudita, considera hereges os xiitas, e até os sunitas que não seguem as doutrinas deles. Como hereges, devem morrer para expiar os pecados. Daí os assassinatos e as degolações em massa que ocorrem na Síria e no Iraque.  Mas essa é outra questão.  Falando da população iemenita, aproximadamente 40 por cento é xiita do ramo zaidita e 60 por cento são sunitas da escola shafie. Há uma minoria judaica e cristã.

Junte-se o ódio wahabita e o ciúmes da Arábia Saudita pela crescente influência do Irã (xiita) em alguns países árabes, inclusive o Iêmen, Israel e Estados Unidos têm, então, os componentes exatos para fazer com que a Arábia Saudita bombardeie o Iêmen. A ideia é evitar que o Irã domine o estreito do Bab el Mandeb fechando a entrada e saída de mercadorias de e para Israel. Portanto, como sempre , a ideia é proteger Israel.

A Arábia Saudita recebeu luz verde dos americanos. Com a desculpa de “restaurar a ordem e a legitimidade constitucional” recolocando o presidente corrupto, deposto e fugitivo, Abd Rabbo Mansur Hadi, iniciou-se a destruição do Iêmen. Dezenas de modernos F-16 têm atacado diariamente áreas residenciais, escolas, hospitais, estradas, aeroportos, mesquitas, até shoppings. Enfim, toda a infraestrutura vital do Iêmen está sendo destruída.

E não há como ajudar o Iêmen, por enquanto. A Arábia Saudita impôs um cerco aéreo e marítimo sobre o país atacado. Recentemente um avião iraniano carregado de alimentos e remédios foi impedido de pousar no Iêmen. Diante da insistência do piloto, os F-16 sauditas bombardearam as pistas do aeroporto para evitar que ele pousasse.

Mas apesar desses ataques cruéis e indiscriminados, o legítimo exército iemenita e as forças populares têm avançado sobre o seu território, recuperando áreas antes dominadas pela Al-Qaeda (a mãe do Estado Islâmico) e os partidários do presidente fujão. Os iemenitas já atacaram forças militares sauditas postadas na fronteira matando muitos soldados sauditas e destruindo pesados equipamentos militares. Portanto, os iemenitas resistem ao contínuo bombardeio saudita. Não só resistem, como reconquistam terrenos.

O desejo dos sauditas é entrar em combate direto contra os iemenitas, em território iemenita. Mas não se atrevem. Eles conhecem a capacidade combativa e o valor do homem iemenita. O que fazer então? Estão tentando “alugar”, a peso de bilhões de dólares, um exército que faça a invasão terrestre por eles. Foram ao Paquistão, onde existe a influência wahabita em alguns setores da população (lá é o berço do Talibã), para pedir que forças paquistanesas fizessem parte de uma coalizão para invadir o território iemenita. O congresso paquistanês, sabiamente, impediu. Tentaram também o Egito, para quem os sauditas têm doado bilhões e bilhões de dólares. Afora algumas incursões aéreas, o Egito não quis comprometer o seu exército numa invasão territorial. Então emissários sauditas continuam circulando pelo mundo muçulmano, carregados com sacos de dinheiro, tentando alugar algum exército para invadir o Iêmen. Parece que, finalmente, conseguiram seduzir o Senegal para mandar alguns milhares de soldados para o combate em terra e decidir de vez o destino da guerra a favor dos sauditas e dos patrões americanos e israelenses.

Os sauditas e seus aliados vão vencer? As perspectivas não indicam isso. O Irã não pretende ficar de braços cruzados para sempre. Seus navios de guerra já estão no Golfo de Àden, às portas do Bab el Mandeb. Qualquer provocação pode gerar um confronto de proporções gigantescas. Certamente a ONU deverá ordenar que a Arábia Saudita e Estados Unidos parem com a agressão. O grito das nações de bem do mundo deverá fazer efeito e o Iêmen deverá continuar independente, fazendo alianças com quem o seu povo soberano desejar..

COMO NASCEU O “ESTADO ISLÂMICO”

Como nasceu o “Estado Islâmico” e

Quais são seus objetivos

 

No princípio, Deus criou o petróleo sob as areias dos desertos. Até então, os beduínos da Península Arábica eram felizes, alimentavam-se de tâmaras e leite de camela. Ninguém os incomodava e eles não incomodavam ninguém.  Nem os turcos otomanos se interessavam por eles. Mas Deus queria vê-los mais felizes e, então, criou o petróleo.

Em seguida, Deus criou a extrema necessidade do petróleo nas nações ocidentais. E com isso incutiu-lhes a ambição de se apoderar daquela riqueza. Foram pedir ajuda aos árabes para derrotar os turcos otomanos na 1ª Guerra Mundial. Os árabes toparam com a condição de que os ingleses e franceses, na época as duas superpotências ocidentais, concordassem em que o Xarife de Meca, Rei do Hijaz, Hussein Bin Ali (naquela época ainda não existia a Arábia Saudita) fosse proclamado o califa de um vasto império muçulmano que iria do Hijaz até o Marrocos. Os ocidentais (França e Inglaterra) concordaram e, então, os turcos, muçulmanos como os árabes, foram derrotados em 1918.

Parece, entretanto, que Deus não gostou do fato dos árabes traírem seus irmãos de fé, os turcos, e resolveu castigá-los severamente. Acontece que os ocidentais estavam preocupados com o fato de que se o petróleo ficasse nas mãos de um império gigantesco, como seria o califado sonhado pelo xarife de Meca, a qualquer momento os árabes poderiam cortar aquele liquido pastoso negro que alimentava a revolução industrial que acontecia na Europa. Portanto, na surdina, o diplomata francês François George Picot e o britânico Sir Mark Sykes, tramaram a traição aos anseios do Rei do Hijaz  e decidiram dividir as províncias árabes que estavam sob o domínio dos otomanos entre si, como zonas de influência. Esse acordo – conhecido internacionalmente como o acordo Sykes-Picot – foi firmado em 1916, portanto dois anos antes do término da guerra.

Paralelamente, para maior castigo dos árabes, já no fim do século XIX, nascia um movimento na Europa chamado de sionismo, que clamava por um lar nacional só para os judeus. Havia 3 opções. Dar aos judeus uma parte da atual Uganda, na África; Ou um pedaço da Amazônia, no Brasil; Ou um pedaço da Patagônia, no sul da Argentina. Mas acontece que os ingleses e franceses, como raposas políticas que são, começaram a pensar no futuro. A preocupação era: e se surgir um líder nacionalista carismático que possa reunir todos os árabes sob uma única causa e bandeira? “Dividir os árabes em países tribais não basta!” pensaram eles. “Teremos que criar uma vasta e poderosa base militar para sufocar qualquer movimento nacionalista árabe que possa surgir!” Então, por que não dar a Palestina aos judeus? É um território que divide os árabes da Ásia dos Árabes do Norte da África e o país dos judeus deverá ser muito bem armado de forma que possa atacar qualquer país árabe que levantar a crista. E então a ONU (ou melhor, o Ocidente) criou Israel.

A essas alturas, os americanos já tinham entrado no cenário mundial como a maior força bélica do mundo. Adotaram Israel como a menina dos olhos e superbase americana para proteger seus interesses (leia-se petróleo) no Oriente Médio.

Mas vocês hão de me perguntar o que tudo isso tem a ver com o Estado Islâmico? Calma, já chegaremos lá.

Vamos para o outro lado da história. Aquele que era para ser o monarca do grande califado islâmico que deveria abranger todo o Oriente Médio, o rei do Hijaz, Hussein Bin Ali, foi exilado e morto em Istambul. Enquanto isso, os Bani Saud, o clã dos Saud, com o apoio do movimento religioso ultraortodoxo wahabita, partindo de Riadh, conquistavam Nejed, Hijaz (Meca e Medina), Hassa, Al-Qatif e outras. Surgiu daí, em 1932, a atual Arábia Saudita, que nada mais é do que um gigantesco feudo da família Saud. O nome Saudita vem do clã Saud.

Convém esclarecer, em poucas linhas, o que é o movimento wahabita ou a ideologia deles. Essa seita foi fundada no século XVIII por um fanático chamado Mohammad Abdel Wahab, uma espécie de Antonio Conselheiro das arábias, guardado o devido respeito pela figura histórica brasileira. Na interpretação desvirtuada do islamismo, eis alguns dos pensamentos wahabitas: a mulher tem que estar totalmente coberta (trajando a burqa); para sair à rua tem que estar acompanhada por um homem da família (marido, pai, irmão, filho, avô); ela não pode exercer nenhuma profissão que atenda a homens. Por exemplo, se for médica, tem que medicar somente a mulheres, se for professora tem que ensinar somente a meninas. E o pior: o wahabismo considera os outros muçulmanos, mesmo os sunitas que não seguem a filosofia deles, como hereges. Muçulmanos xiitas, alauítas, drusos, etc., então nem se fala. São considerados apóstatas e idólatras e devem ser mortos por decapitação e mais modernamente por tiro na nuca. Há outras interpretações e rituais que deferem da maioria dos muçulmanos que não convém citá-las aqui para não perder tempo.

Bem, é essa a seita à qual o clã dos Saud deve a sua vitória e, consequentemente, obediência aos seus clérigos.

Voltemos, pois, a Israel. A entidade sionista jamais foi engolida pelo povo árabe, a despeito de alguns governos árabes fazerem com ela acordos de paz. O mais feroz inimigo de Israel é o eixo Irã-Siria-Hezbollah-Resistência Palestina. Israel já experimentou o amargor de perdas significativas perante o Hezbollah e a Resistência Palestina em Gaza. Atualmente, a maior ameaça à existência da entidade sionista chama-se Hezbollah, cujo poderio de fogo pode atingir cidades inteiras por todo o território da Palestina ocupada.  Mas de onde vem o armamento do Hezbollah e da Resistência Palestina? Vem do Irã. Mas por onde? Pela Síria, cujo governo apoia por todos os meios a resistência contra Israel.

Pois bem. Israel, os americanos, os ingleses, os franceses, os turcos (que sonham em restaurar o antigo Império Otomano) os sauditas e catarianos (que não desejam o domínio do Irã na área) pensaram: “Precisamos proteger Israel!” De que forma? Cortando um dos elos do eixo Irã-Siria-Hezbollah-Resistência Palestina. Então, o Mossad, a CIA, o serviço secreto de Sua Majestade do Reino Unido, o serviço secreto francês se reuniram e resolveram aproveitar a malfadada “Primavera Árabe”, que mais tarde se revelou ser um rigoroso e mortal inverno, para derrubar o presidente Bashar al Assad. Arregimentaram dezenas de milhares de criminosos nas favelas do mundo muçulmano e também muçulmanos de países europeus para combater o regime “apóstata” do alauíta Bashar al Assad. Qual era a compensação? Se o cara sobrevivesse estaria rico com os milhares de dólares que lhe seriam pagos. Se morresse, seria considerado um mártir e ascenderia direto ao Paraíso onde setenta virgens o aguardariam, de acordo com a fátwa, (decreto) dos clérigos wahabitas da Arábia Saudita e Catar. Tentaram, tentaram, tentaram, mas não conseguiram derrubar o Bashar al Assad, pois o homem goza  de uma popularidade elevada (80%) no seio do seu povo. O que no início parecia ser uma revolta popular síria revelou-se, mais tarde, ser nada mais do que o ajuntamento de dezenas de milhares de terroristas vindos de 87 países diferentes, inclusive do Brasil, para fazer uma guerra de desgaste contra a Síria, enfraquecer o seu exército e deixá-lo inoperante numa presumível frente contra Israel. A esses terroristas foram dados vários nomes: O Estado Islâmico do Iraque e Síria, Jabhat Al Nusra, Ahrar al Sham, o Exército Livre da Síria, etc. Todos eles têm a mesma ideologia emanada dos púlpitos wahabitas da Arábia Saudita e do Catar, que além da ideologia, bancaram com petrodólares as armas usadas pelos terroristas. A logística para beneficiar os movimentos dos terroristas foi e está sendo fornecida por Israel e Estados Unidos. Aliás, Israel, não só alimenta os terroristas com dados captados por seus satélites, como também dá cobertura aérea a eles. É por isso que de vez em quando há um ataque da aviação israelense contra os soldados sírios aqui e acolá. Além do mais, Israel já recebeu centenas de feridos dos terroristas em seus hospitais, medicando-os e merecendo inclusive a “gentil” visita de Benjamin Natanyahu e o ministro de Guerra de Israel, Moshe Yaalon.

E o papel dos turcos? Barbada! É deixar entrar os terroristas pelas suas fronteiras para combater na Síria e no Iraque.

Então quer dizer que o Estado Islâmico e seus assemelhados não representam perigo para Israel? Exatamente! Pelo contrário, o EI serviria como uma “buffer zone”, uma área de mais ou menos sete quilômetros de largura a proteger Israel de um presumível ataque do exército sírio por terra.  No ideário do EI e seus assemelhados não existe a libertação de Jerusalém do domínio dos sionistas. Existe, sim, e com muita ênfase, a conquista de Meca e Medina, pois um califado só terá validade religiosa se o seu califa tiver uma das cidades santas como sua residência.

Êpa! Então o monstro pode virar contra seu criador, ou melhor, contra seus criadores? Exatamente! E é isso que os americanos, franceses, ingleses, sauditas, turcos, etc. estão temendo. O EI está fugindo ao controle. Já degolou ingleses, americanos, franceses, japoneses, árabes, kurdos, muçulmanos, cristãos, etc. A história de Frankestein se repete.  E para desgosto de Israel, o EI está perdendo terreno nos combates frente ao exército sírio que tem o auxílio do Hezbollah e conselheiros iranianos.

Acreditem, ainda veremos os Estados Unidos e o Ocidente pedindo arrego, veladamente é claro, e agradecendo à Siria, ao Hezbollah e aos iranianos por estarem  combatendo o EI.

Só Israel vai ficar apavorada. Agora os iranianos e o Hezbollah já estão no Golan.

 

 

 

 

SÍNTESE DA QUESTÃO PALESTINA

 

SÍNTESE DA QUESTÃO PALESTINA

 

 

Em primeiro lugar, amigo, analisando a questão pela ótica bíblica. Pois, vamos lá. Quando os hebreus invadiram aquele território a ferro e fogo, como você bem disse, ali já habitavam os filisteus e os cananeus. Quem são os filisteus e os cananeus senão os ancestrais dos atuais palestinos? Aliás, foram os romanos que deram o nome de Palestina à região baseados na população de filisteus (ou filastinos). Essa mescla de povos, no início adotou a religião monoteísta que era o judaísmo. Alguns séculos depois uns poucos adotaram o cristianismo.

Entretanto, como naquela época não havia fronteiras exatas, outros povos semitas se misturaram àquela composição. No correr dos séculos, árabes, que professavam a religião cristã, vindos da Península Arábica, mesclaram-se aos grupos que ali estavam.

Mais tarde, no século VII, foi introduzido o islamismo na região, com a entrada do segundo Califa do Islão, Omar ibn Al-Khattab.

Portanto, o povo que habitava a região era formado por cristãos, judeus e muçulmanos. Os muçulmanos tornaram-se maioria, ou pela conversão de alguns cristãos e judeus, ou por um maior fluxo de muçulmanos vindos da Península Arábica. Então, formou-se uma população étnica e culturalmente uniforme, falavam a mesma língua, o árabe, e tinham os mesmos hábitos e costumes, E passaram todos a se chamarem palestinos e viviam em perfeita harmonia. Em palavras mais simples, os muçulmanos eram palestinos que professavam a religião islâmica e formavam 80% da população. 13% eram palestinos que professavam a religião cristã e 7% eram palestinos de religião judaica. A língua comum era o árabe. Não se usava outra língua a não ser em rituais religiosos. Todos viviam em paz, socializavam entre si, comercializavam, e, de vez quando, até acontecia um casamento inter-religioso.

No final do século 19, foi descoberto o petróleo no Oriente Médio. Como aquela região estava sob o domínio do Império Otomano, fazia-se necessário que o Ocidente (Inglaterra e França na época) se apossasse daquela riqueza. Foi essa uma das razões, além de outras, que levou o Ocidente a pedir a ajuda dos árabes para combater os turcos otomanos. Embora os turcos tivessem em comum com os árabes a religião (o islamismo), eram incomparavelmente cruéis com os povos que dominavam.  Então, os árabes viram nessa aliança com o Ocidente a oportunidade que eles aguardavam para realizar o seu grande sonho: fundar o grande califado que iria do Golfo Pérsico até o Norte da África.

Paralelamente, surgia na Europa, no final do século 19,  o movimento sionista que tinha por objetivo criar uma pátria para os judeus perseguidos na Europa cristã.  Eles tinham quatro opções. Um pedaço da Amazônia brasileira, ou um pedaço do antigo Congo Belga, ou uma porção da Patagônia, no sul da Argentina e, por último, a Palestina. Só que a Palestina tinha sua população nativa composta de muçulmanos, cristãos e judeus. Repetindo, eram árabes cuja maioria professava o islamismo, outros o cristianismo e outros o judaísmo.

Voltemos ao final da 1ª Guerra, quando os aliados derrotaram os turcos. Ao invés de cumprir com a promessa aos árabes, o Ocidente (Inglaterra e França) decidiu dividir todos os territórios, que linguisticamente eram considerados árabes, em vários países (ver o acordo Sykes-Picot). Dessa forma, poderiam dominar o petróleo árabe recém descoberto.

Mas e se de repente surgisse um líder nacionalista que tivesse a força carismática suficientemente forte para unir todos aqueles árabes? (Como mais tarde veio a surgir Gamal Abdel Nasser com o seu pan-arabismo) Daí, então, juntaram-se as duas forças. O Ocidente querendo dominar o petróleo árabe e os sionistas querendo fundar um país só de judeus.

Ficou decidido, então, que os judeus da Europa teriam a Palestina como seu país. Formariam um país fortemente armado com armas ocidentais. A essas alturas, já tinha surgido a maior potência bélica do planeta que são os Estados Unidos, cujo “lobby” judeu trabalhou e ainda trabalha para que os americanos mantenham Israel. Mas alguns países se perguntavam o que fazer com a população nativa da Palestina, já que tinha sido uma grande mentira a ideia de que os judeus da Europa eram um povo sem terra que iriam para uma terra sem povo? Na verdade, as grandes cidades de Israel hoje, eram até antes da fundação do Estado de Israel, cidades árabes. Jerusalém, Lod, Haifa, Jaffa, Ashkelon, Nazaré, Belém, etc. eram cidades habitadas majoritariamente por árabes.

E então começou a primeira guerra entre árabes e judeus, em 1948, vencida pelos segundos, melhor armados e melhor instruídos, fazendo uso de massacres em cidades e  aldeias palestinas para fazer a população palestina abandonar suas casas. Assim, Israel conquistou mais um bom pedaço da antiga Palestina, além daquele que lhe tinha sido destinado pela ONU (ou Liga das Nações, na época).

Mas afinal, esses judeus europeus têm direito à Palestina? Categoricamente, não! Nem sequer são semitas, não têm nenhum laço com os povos que habitaram aquela região. Na verdade, esses judeus da Europa, os ashkenazim, são tribos da Europa Oriental (Hungria, Croácia, Polônia, Iugoslávia, Bulgária, România, Rep. Tcheca, Rep. Eslováquia, etc.) que, nos séculos VIII e IX, decidiram adotar uma religião monoteísta e optaram pelo judaísmo. Portanto, são judeus convertidos. Não têm nada a ver com os judeus do Oriente Médio que são os verdadeiros semitas.

Quanto aos lugares santos, a Igreja da Natividade, o Santo Sepulcro, a Mesquita al-Aqsa que sempre estiveram sob os cuidados dos árabes cristão e muçulmanos, os sionistas radicais, racistas e fascistas, querem esses lugares para si. A ideia deles é transformar toda a Palestina um país só de judeus, sem muçulmanos e sem cristãos. O mundo está deixando eles realizarem esse crime.

 

 

Aqui está ele, o meu 3º livro,  "O escriba de Granada". Deverá estar nas principais livrarias do país a partir do dia 20 de fevereiro. Haverá a versão eletrônica também.

Aqui está ele, o meu 3º livro, “O escriba de Granada”. Deverá estar nas principais livrarias do país a partir do dia 20 de fevereiro. Haverá a versão eletrônica também.

Sobre Sionismo e wahabismo

Para o Carlos Mosmann, secretário de cultura de Novo Hamburgo:
Querido amigo Carlinhos Mosmann, estou combatendo dois inimigos simultaneamente. De forma pacífica, é claro. Através da palavra, porque essa é a minha arma.
O primeiro inimigo é o sionismo. Por favor, não confundir sionismo com judaísmo. São duas coisas diferentes. O judaísmo é a religião, a primeira das monoteístas. O Cristianismo e o Islamismo vêm do mesmo tronco abrâmico. Já o sionismo é uma filosofia que contém fundo racista e fascista. É a ideia de se criar um país exclusivamente de judeus. Afirmo aqui, nesse nosso forum, que nem todo judeu é sionista e nem todo sionista é judeu. Existem sionistas cristãos. A maioria dessas igrejas neo-pentecostais formam sionistas cristãos. E por mais paradoxal que possa parecer, existem árabes muçulmanos que são sionistas também, ou seja, simpatizam com a filosofia. Um exemplo é a Arábia Saudita e o Catar.
Outro inimigo igualmente perigoso, ou até mais que o sionismo, é o wahabismo. Esse é perigoso porque está atrás da nossa trincheira e você confunde ele com amigo. O que vem a ser o wahabismo, em resumo? É uma seita muçulmana, do ramo sunita (que os verdadeiros sunitas renegam), criada na hoje Arábia Saudita no século dezoito por um auto-denominado xeique, chamado Mohammad Abdel Wahhab. Esse cara seguiu a linha mais retrógrada dos pensadores muçulmanos (Ibn Taimieeh é um deles). O cara foi rejeitado pelo próprio pai e pelo irmão que chegou a escrever um livro condenado o tal xeique Mohammad Abdel Wahhab.
A Tribo da família Saúd se apoiou nessa seita pra dominar toda a península arábica. Assaltaram, mataram, condenaram, degolaram e exterminaram outras tribos para se apoderarem do território, apoiados pelos colonizadores ingleses na época, por interesses óbvios.
Quais são os pontos de maior conflito entre o wahabismo e o resto do Islã? Eles dizem que é pecado para a mulher andar sozinha, dirigir, comandar empresa ou qualquer grupo, tem que se cobrir toda – ou seja, usar a burqa, porque só o hijab (lenço na cabeça) não basta, mais modernamente permitem que as mulheres tenham profissões dirigidas às mulheres: tipo, médicas só para mulheres; professoras, só para mulheres etc. Proíbem os fiéis a saudar os cristãos e os judeus em suas datas religiosas, porque, dizem, se o fiel cumprimentar um cristão no Natal, por exemplo, será considerado um herege, igual ao cristão, e poderá ter sua cabeça cortada como punição.
Todo o terrorismo feito no mundo até agora, atribuído, generalizadamente, aos muçulmanos, foram praticados por esta seita. A Arábia Saudita os financia. E são eles que estão destruindo a Síria, destruindo templos cristãos antigos de mais de dois mil anos em Maalula, cidade cristã na Síria, onde ainda hoje se fala o Aramaico, a língua de Jesus. Destroem mesquitas de xiitas e sunitas, matando, degolando, estuprando as mulheres e meninas. De onde vieram? De 87 países muçulmanos e não-muçulmanos. Até do Brasil tem terroristas lá na Síria. Mas majoritariamente são da Arábia Saudita que abriu suas cadeias e mandou os presidiários matar na Síria, com a promessa das fatwas (decretos) dos xeques wahabitas, de que, se esses terroristas fossem mortos, seriam recebidos no Paraíso como mártires por 70 virgens cada um. Seria de rir, se não fosse de chorar.
Então, resumindo, quem o governo sírio está combatendo? Seu povo revoltado? Nada disso. Há mais de cem mil terroristas wahabitas vindos desses 87 países que estão lá. Se a Síria cair nas mãos desses terroristas, que pretendem implantar o wahabismo em todo o Oriente Médio, não só o islã estará a perigo, mas toda a relação cristã-muçulmana estará a perigo e, por consequência, todo o mundo.
Tenho certeza, entretanto, que a Síria vai sair vitoriosa para gáudio de todos os povos livres e para a boa convivência entre os mundos muçulmano e cristão.

NÚMERO DE TERRORISTAS COMBATENDO NA SÍRIA – POR PAÍS

     A quem interessar possa, aqui está o número de terroristas vindos de todo o mundo, computados até o dia 23 de setembro de 2013, que estão combatendo o governo legal da Síria.  Os dados são fornecidos por país, seguindo a ordem numérica de terroristas de cada país, número de mortos e de desaparecidos

Esses dados foram computados pelo jornal DAILY TELEGRAPH, obtidos do “British Deffense Institute”.

     Existem aproximadamente 100 mil terroristas em território sírio, vindos de 83 países, inclusive o Brasil. Conforme os dados, o número de brasileiros que estão lá é desconhecido, porém a lista indica que 36 deles foram mortos e 2 desaparecidos.

     De onde vieram esses brasileiros? Muitos deles são filhos de imigrantes muçulmanos ou são convertidos ao Islã radical pregado pela seita wahabita, cuja ideologia emana das mesquitas da Arábia Saudita. Algumas mesquitas no Brasil, através de seus imãs que tiveram formação na Arábia Saudita, adotaram a seita e executam uma forte lavagem cerebral nos jovens recém convertidos.

 

 

 

 

PAÍS                                  Nº DE TERRORISTAS      MORTOS     DESAPARECIDOS

 

 

Arábia Saudita                     5 a 8 mil                               1029                  1800

Tunísia                                 3 a 4 mil                                 983                  1270

Iraque                                   4 a 6 mil                                 971                    900

Palestina                               2 a 3 mil                                885                      87

Egito                                     3500                                      814                    370

Líbia                                      4500                                     802                   1650

Líbano                                   3200                                     791                     600

Chechena                               1700                                     718                     250

Yemen                                   2800                                     512                     700

Paquistão                               1500                                     448                     300

Afeganistão                             900                                      394                    150

Jordânia                                   600                                      388                    120

Turquia                                   3600                                     381                      55

Kuwait                                      900                                     211                    Não dispon.

Somália                                     350                                     192                      20

Rússia                                        250                                     189                        4

França                                        120                                       79                     Não dispon.

Alemanha                                  110                                        71                     n/d

Inglaterra                                     80                                        67                     n/d

México                                       150                                       65                        4

Marrocos                                    200                                       64                      n/d

Indonésia                                    100                                       55                        7

Malásia                                       140                                       54                      n/d

Turcomenistão                           360                                        51                      n/d

Argélia                                       200                                        50                        6

Uzbequistão                           desconhecido                            49                      n/d

Cosovo                                       140                                        47                      n/d

Albânia                                       100                                        46                        3

Eritréia                                        200                                        45                      30

Sudão                                         300                                        43                      45

Bósnia                                        150                                        40                       n/d

Cazaquistão                                250                                        39                      n/d

BRASIL                                desconhecido                             36                          2

Emirados Árabes                        180                                        36                      n/d

Azerbaijão                                   100                                       35                          2

Austrália                                     200                                        35                      n/d

Suécia                                     desconhecido                            34                          5

Bélgica                                      “            “                                33                          1

Omã                                            200                                        33                      n/d

Catar                                       desconhecido                            29                      n/d

Estados Unidos                          290                                        29                          2

Quirquistão                             desconhecido                            28                      n/d

Dinamarca                                     60                                       23                          6

Canadá                                         120                                      23                       n/d

Argentina                                 desconhecido                          23                       n/d

África do Sul                           desconhecido                          19                       n/d

Tajiquistão                                    190                                     19                         17

Noruega                                    desconhecido                         18                           1    

Malta                                              86                                      17                      n/d

Nigéria                                      desconhecido                         17                      n/d

Polônia                                      desconhecido                         17                           2

Áustria                                           60                                       14                      n/d

Níger                                          desconhecido                         13                      n/d

Rep. Checa                                desconhecido                         12                      n/d

Eslovênia                                 desconhecido                         12                        n/d

Chade                                        desconhecido                         12                      n/d

Finlândia                                         40                                      11                     n/d

Sudão do Sul                                 150                                     10                      n/d

Espanha                                           90                                     10                         2

Eslováquia                                  desconhecido                          9                       n/d

Portugal                                     desconhecido                           8                       n/d

Serra Leão                                      180                                      8                          4

Ucrânia                                           350                                     8                         n/d

Geórgia                                             80                                      7                       n/d

China (continental)                         200                                     7                          28

Irlanda                                               70                                     6                           3

Croácia                                         desconhecido                        5                        n/d

Bulgária                                        desconhecido                        5                        n/d

Hungria                                             40                                     5                        n/d

Suíça                                                 60                                      5                           1

Itália                                              desconhecido                       4                        n/d

Burkina Fasso                                desconhecido                       4                       n/d

Trinidad/Tobago                            desconhecido                      4                        n/d

Bahrein                                             30                                      4                           1

Ilhas Comores                                   60                                      4                         14

Mauritânia                                      desconhecido                       3                        n/d

Latvia                                             desconhecido                       3                        n/d

Nova Zelândia                                   30                                     3                            1

Suriname                                         desconhecido                      2                        n/d

Estônia                                             desconhecido                     2                        n/d

Índia                                             desconhecido                         1                      n/d

Etiópia                                          desconhecido                         1                      n/d

Senegal                                         desconhecido                         1                      n/d

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