O QUE ACONTECERÁ NO DIA SEGUINTE?

                             

      As pessoas leem as notícias superficialmente.  Elas veem através de agências internacionais ocidentais: Asociated Press, France Press, Reuters, etc., que coletam as informações dadas pelos seus respectivos governos.  Daí, então, surgem comentários superficiais, sem conhecimento de causa, sem saber realmente qual é a raiz do conflito na Síria.

     “O Bashar al-Assad é um ditador sanguinário, que mata seu próprio povo com armas químicas!” Ou ainda: “Os países do Ocidente querem implantar uma democracia na Síria, assim como fizeram na Líbia, Egito, Iraque etc.!” Ou pior ainda: “Os Estados Unidos têm que invadir aquilo lá, derrubar esse bandido do Assad!” E por aí vai…

     Na verdade, os Estados Unidos pouco estão se importando com implantar democracias. E se fosse para derrubar ditaduras, existem lá no Oriente Médio outras ditaduras feudais, dominadas por famílias e clãs. Arábia Saudita e Catar são dois exemplos.

     Mas, afinal o que querem os Estados Unidos e os países ocidentais? E quem é o maior beneficiado de um total alquebramento do exército sírio e destruição da infraestrutura do país? O maior interessado nisso  ¬ eu diria o pivô dessa guerra multinacional contra a Síria ¬ é Israel.

     Desde sua invenção, Israel jamais foi aceito pelos povos árabes, em particular, e muçulmanos, em geral. Isso porque qualquer pré-adolescente árabe sabe que a existência de Israel, a servir como uma cunha a dividir os árabes da Ásia e do Norte da África, nada mais é do que uma base americana para manter o domínio ocidental sobre o petróleo da região. Eu detalho mais claramente esta minha tese nos meus dois artigos anteriores “O FATOR SÍRIA” e “O FATOR SÍRIA II”, no meu blog WWW.OLATOEIRO.WORDPRESS.COM  Por favor, acessem.

     A Síria faz parte de um ativo e bem-armado eixo de resistência contra Israel, formado pelo Irã, Síria, Hezbollah no Líbano e a resistência palestina, com o apoio da maioria esmagadora dos povos árabes É do interesse de Israel, e por consequência, dos Estados Unidos, destruírem esse eixo para segurança do Estado Judeu. Há anos estão falando em atacar o Irã. Não se atreveram até agora. Tentaram acabar com o Hezbollah no Líbano. Depois de uma guerra de 33 dias, em 2006, Israel voltou com o rabo no meio das pernas e hoje o Hezbollah está dez vezes mais forte do que antes. Tentaram acabar com a resistência palestina em Gaza em 2008. Não conseguiram. Agora chegou a vez da Síria.

     A tal de Primavera Árabe (que, no fim, está sendo um tempestuoso outono) serviu de desculpas para criar um clima de revolta na Síria. Permitam que eu lhes revele uma coisa que a mídia ocidental não mostra: O Presidente Bashar al-Assad goza de 70 a 80% de popularidade no seu país. Todo governo, por melhor que seja, tem seus opositores internos. E o governo de Bashar al-Assad não é exceção.

     Portanto, o serviço de inteligência do ocidente e mais o Mossad, trabalharam em conjunto com a Arábia Saudita, o Catar e a Turquia para arregimentar combatentes da al-Qaeda, em todas as camadas pobres do mundo muçulmano, com fornecimento de armamento, a peso dos petrodólares da Arábia Saudita, Catar e outros países do Golfo Pérsico.

     Então, começaram a vir centenas de milhares de terroristas de todos os cantos do mundo. Sauditas, líbios, tunisianos, jordanianos, turcos, libaneses, afegãos, chechenos, paquistaneses, sudaneses, marroquinos, somalianos, etc. etc. Acreditem, tinha até americanos, ingleses e franceses de origem ou de conversão muçulmana. E, por incrível que pareça, tinha até brasileiros arregimentados em algumas mesquitas onde predomina o pensamento retrógrado e radical da seita wahabita (formação religiosa na Arábia Saudita).

     Para esse pessoal ¬ os wahabitas ¬ qualquer um que não pense como eles, é um herege. Portanto, é permitido matar os hereges, seja degolando-os, queimando-os vivos, atirando-os de cima dos edifícios, massacrando-os sumariamente, e até arrancando e comendo o coração do inimigo morto, como apareceu num vídeo que chocou o mundo.

     É esse o material humano que os Estados Unidos e o Ocidente estão usando para destruir a Síria. Então os americanos e o Ocidente estão se aliando á al-Qaeda? Um absoluto e sonoro SIM. Tudo isso para destruir um dos eixos da resistência contra Israel.

     E por que a Arábia Saudita e o Catar e alguns países são contra esse eixo? Simples: eles sabem que se Israel deixar de existir, chegará a vez deles.

      Mas afinal, foi o governo sírio ou não que usou armas químicas? Digo aqui um sonoro NÃO. Por que um exército que está tendo vitória atrás de vitória nos combates contra o terrorismo usaria armas químicas contra seu próprio povo? Seria um tiro no próprio pé. Usando o futebol, seria o mesmo que o meu time estar vencendo por 5 a 0 e já estamos quase no final do jogo e, de repente, meu técnico manda o time bater no juiz.

     E por que os “rebeldes” fariam isso? Desespero. Coincidentemente, Bandar bin Sultan, o aterrorizante e sinistro ministro saudita, tinha viajado uma semana antes para a Rússia para seduzir Putin. Os sauditas ofereciam uma compra de 15 bilhões de dólares de armamento russo,  os russos poderiam manter a base deles em Tartous, no litoral da Síria, e que os sauditas não concorreriam com os russos no fornecimento de gás à Europa Ocidental. Uma oferta irrecusável, sem dúvida, que representaria vários bilhões de dólares. Tudo isso para que a Rússia deixasse de apoiar Bashar al-Assad. Mas Putin mandou Bandar bin Sultan enfiar a oferta  no rabo e disse que a posição da Rússia na Síria era  uma questão de princípios e que não faria acordos com quem arrancava e comia os corações de mortos. E Bandar respondeu: “Então, será a guerra!”

     Enquanto isso, o exército sírio avançava, libertando aldeias e territórios dominados pelos terroristas. De repente, zap… o ataque com armas químicas. Quem desejaria uma intervenção dos Estados Unidos? O governo sírio quer isso? Certamente que não. Quem, desesperadamente, está precisando disso? Os grupos armados da al-Qaeda, os sauditas, os catarianos, os turcos, todas as forças reacionárias do Oriente Médio e ¬ naturalmente ¬ os israelenses.

     Espero ter sido claro o suficiente.

     Ah, sim! E o que vai acontecer no dia seguinte, após o ataque dos Estados Unidos?  O Oriente Médio todo vai pegar fogo, começando por Israel e terminando na Arábia Saudita e no Catar.

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“Conversa com o escritor” na ExLibris

Hoje, dia 25 de abril de 2013, acabo de voltar do evento “Conversa com o escritor” na ExLibris, a simpaticíssima livraria que fica na Rua Caiapós, , quase esquina com a Maurício Cardoso, aqui em Novo Hamburgo. 
As donas, A Jane e a Carol, foram extremamente simpáticas. Receberam a mim e ao público com muito carinho. O ambiente estava aconchegante e eu me senti bem à vontade diante dos meus amigos e leitores que me obriram de carinho e afeto. Falei dos meus dois livros já publicados (“Mohamed, o latoeiro” e “O muçulmano e a judia”) e dei algumas pinceladas sobre o terceiro que está no forno. Revi algumas pessoas amigas que eu não via há tempos, solidifiquei minha amizade com outras que eu conhecia só virtualmente e revi amigos e amigas que vejo dia sim, dia não. Mas é sempre uma alegria estar com essas pessoas.
Batemos um papo maravilhoso e íntimo. Abri o meu coração. Fiquei conhecendo aquelas pessoas amigas e calorosas mais profundamente e elas a mim. Foi um encontro inesquecível que durou mais de duas horas. Não tem preço que pague esse momento. Obrigado a todos que lá estiveram aquecendo o meu coração.
 

QUEM TEM MEDO DO ISLÃ?

Quem tem medo do Islã?

(Ou nunca houve uma guerra entre  judeus e muçulmanos)

* Gilberto Abrão

 

     Constantemente recebo e-mails de amigos com vídeos, ou supostos artigos atribuídos a presumíveis  intelectuais, ou até chamamentos para uma guerra santa ou nova cruzada contra o Islã.

     Na verdade, não sei exatamente qual é a intenção desses amigos em me enviarem tais materiais. Não sei se eles querem que eu esclareça algum ponto, ou, simplesmente, querem me provocar. Percebo até uma dose de prazer mórbido no envio desses e-mails. Fico na dúvida.

      Um dos arquivos que mais recebo é o de uma suposta jornalista árabe, que mora há décadas nos Estados Unidos, e é regiamente paga por uma organização de extrema direita americana que apóia o estado sionista de Israel.  No vídeo, transmitido pela TV Al Jazeera, a dita jornalista debate com um clérigo muçulmano e tenta expor com veemência o “atraso dos muçulmanos em relação ao ocidente e aos judeus” e realça “a violência” dos muçulmanos. 

     Bem, nessa guerra multinacional contra a Síria, a Al Jazeera já provou quem ela é e a que veio. Pertence ao Catar, que, juntamente com a Arábia Saudita e a Turquia, financia os terroristas de todo o mundo que estão agindo no território sírio, destruindo o país. Portanto, a Al Jazeera, como divulgadora das questões árabes e islâmicas, é altamente suspeita.

     Mas o vídeo em questão foi habilmente tirado de um contexto. A mulher fala por alguns minutos, mete o pau no Islã com violência, superando até os mais fanáticos islamófobos. Quando ela termina a sua virulência, termina o vídeo. Não se ouve e nem se vê a resposta do clérigo muçulmano.  E, por cima disso tudo, os meus amigos ainda põem o título “Veja que mulher corajosa”. É de doer.

     Outro vídeo que eu considero de alta periculosidade no futuro, é uma “advertência” elaborada por uma tal Igreja Batista do Brasil (certamente é uma cópia de alguma igreja batista dos Estados Unidos) A advertência vem em tom apocalíptico, com direito a música wagneriana de fundo. Fala da “perigosa expansão muçulmana” no Ocidente e diz que a Europa será, em breve,  “ dominada pelo Islã” e “a civilização cristã e ocidental será destruída”.  O mesmo vai acontecer com os Estados Unidos.  Talvez, num futuro mais distante, o Brasil não escape dessa “tragédia”. Ao finalizar, o vídeo convoca todos os bons cristãos, “zelosos pela nossa cultura cristã e ocidental” a combaterem o Islã por todos os meios possíveis. Sem dúvida, é um chamamento a uma Cruzada moderna. Aliás, essa cruzada já está em curso. Mas esse é outro tema sobre o qual escreverei mais adiante.

     Outro pps que circula pela internet já há algum tempo é aquele que faz comparações de ganhadores do Prêmio Nobel entre judeus e muçulmanos.  Os autores do arquivo começam a peça anti-islâmica afirmando que o mentor da revolução Islâmica do Irã, o Aiatolá Khomeini, que a paz de Deus esteja com ele, teria decretado que nenhum muçulmano deveria comprar produtos feitos por judeus. Esse decreto jamais aconteceu. Mesmo porque o Islã jamais esteve em guerra contra o judaísmo. Nunca houve, na história das duas religiões,  uma guerra do Islã contra o judaísmo.  O que há – isto sim – é uma guerra entre os palestinos árabes (muçulmanos e cristãos) contra Israel, uma entidade racista e praticante da apartheid.  Aliás, nessa guerra os palestinos (repito, cristãos e muçulmanos) gozam da simpatia e do apoio dos povos livres e amantes da paz de todo o mundo.  

     Mas continuando a falar dessa peça anti-islâmica, os autores listam uma centena de judeus que ganharam Prêmios Nobel em quase todas as ciências enquanto que somente quatro muçulmanos foram contemplados com o prêmio. Convém lembrar que o prêmio passou a existir somente a partir de 1901, portanto há pouco mais de cento e dez anos.  Enquanto os muçulmanos atravessaram 500 anos sob o domínio do Império Otomano e praticamente toda a primeira metade do século XX sob o jugo das potências coloniais, os judeus europeus saíam das melhores universidades européias.

     Portanto, seria uma tremenda injustiça traçar um paralelo entre os muçulmanos dos últimos 500 anos e os judeus da mesma época.  Mas, se pegarmos as incontáveis contribuições islâmicas em todas as áreas da sabedoria humana, desde a fundação do Islamismo até a derrota do último sultão do Reino de Granada, encontraríamos uma lista de várias centenas de matemáticos, físicos, químicos, médicos, navegadores, filósofos, poetas, pensadores, biólogos, geógrafos, historiadores, etc. que, se o Prêmio Nobel existisse desde o século VII, certamente os muçulmanos já teriam uns dois mil ganhadores. A humanidade deve e continuará devendo, ad perpetuam, a todos esses sábios e cientistas do mundo muçulmano.

     Mas quem produz todas essas peças islamofóbicas que infestam a internet? Só há um interessado em denegrir a imagem do Islã: o sionismo internacional. Ele age com tamanha perfeição que já conseguiu cooptar essas igrejas neo pentecostais para a sua ideologia nefasta contra o Islã. Os pastores dessas igrejas pregam que Jesus só ressuscitará depois que todos os judeus do mundo voltarem à Palestina e lá se converterem ao cristianismo. Por isso eles pregam, com um fervor maior do que os próprios sionistas, que todos os palestinos devem ser expulsos de suas terras para dar lugar aos judeus de todo o mundo “para a grande conversão”.  Se for necessário matar os palestinos, que assim seja.  De repente, aparece um pastor de uma tal Igreja Batista dos Estados Unidos a queimar, provocativamente, o Alcorão,  outro a fazer um filme denegrindo a imagem do Profeta  Mohamed (Maomé) e assim por diante. Os sionistas estão adorando tudo isso.  Morrem de tanto rir de satisfação.

 

O FATOR SÍRIA-II

                  O Fator Síria – II

 

     Bem, agora que o ataque multifacetado contra a Síria não surtiu o efeito desejado pelos Estados Unidos, OTAN, Turquia, Israel, Arábia Saudita, Catar e a Irmandade Muçulmana (leia-se al-Qaeda), que era  depor o presidente Bashar al-Assad e colocar no seu lugar um fantoche americano, cuja primeira ação seria assinar um humilhante acordo de paz com Israel em troca de trinta moedas, os Estados Unidos, que são o principal mentor dessa desgraceira toda, resolveram colorir sua postura.

           Todas as partes envolvidas, exceto o “Exército Livre” e os terroristas da al-Qaeda arregimentados nas favelas do mundo muçulmano, (leiam o meu artigo anterior, “O Fator Síria” neste mesmo blog) concluíram que não poderiam derrubar o Presidente Bashar, em função do apoio popular que ele tem e da coesão do exército sírio em torno dele.  Diante disso, levando-se em conta o interesse do principal beneficiário desse jogo, que é Israel, decidiu-se então causar um desgaste e uma sangria no país árabe que faz parte da “Frente da Resistência”, juntamente com Irã, Hezbollah no Líbano e o Hamas em Gaza.

          À boca pequena, esses inimigos da Síria (exceto os terroristas da al-Qaeda, Arábia Saudita e Catar) já admitem a solução da crise síria através do diálogo. Mas querem um pouco mais de guerra e matança para aniquilar, de vez, com qualquer força de reerguimento sírio no futuro. Portanto, depois dessa destruição física e econômica do país e a cruel matança generalizada perpetrada pelo tal de Exército Livre e seus asseclas da al-Qaeda, Israel poderá ficar tranquilo por mais 30 anos, mesmo que o regime permaneça.

        Consequentemente, Israel poderá abocanhar – como já está fazendo – mais e mais do território da Cisjordânia até a expulsão total e final do povo palestino. Os partidos de direita da entidade sionista, que apoiam Nataniahu, já pregam, sem nenhum pejo, uma limpeza étnica total da Cisjordânia e a anexação de todo o território que tem 5.640 m2 (pouco mais que a metade da Lagoa dos Patos). Isso significaria o êxodo de 2.700.000 palestinos, que só Deus sabe para onde iriam. Mais da metade desse minúsculo território já está nas mãos de Israel.  É só olhar o mapa atualizado da Margem Ocidental do Jordão.

        Como possível Estado Palestino ficaria somente a Faixa de Gaza, que representa somente 2% (sim, dois por cento) do antigo território da Palestina antes de 1948. Mas esses também já estão sendo cooptados – ou seduzidos melhor dizendo – por Hamad Bin Jassem, o arquibilionário primeiro ministro do Catar, inimigo mortal de Bashar al-Assad e amigo atencioso e carinhoso de Tzipi Livni, ex-primeira ministra de Israel.  Dizem fontes palestinas que Hamad bin Jassem disse ao Hamas para fazer as pazes com Israel e ele, Hamad, transformaria a Faixa de Gaza no Jardim do Éden. É, não é moleza! São os 30 dinheiros articulando a política no Oriente Médio.

        Portanto, o que os inimigos da Síria querem não é introduzir uma democracia ocidental no país, que, diga-se a verdade, não está funcionando em nenhum país árabe que sofreu as revoluções da tal Primavera Árabe. Querem – isto sim – conforme eu já tinha dito no meu artigo anterior, quebrar o eixo da resistência ao projeto sionista-americano. Eliminada a Síria, pensam eles, elimina-se o Hezbollah, o Hamas e isola-se o Irã.  Assim, se salva a existência de Israel, e entidade criada pra dividir o mundo árabe e servir de maior base americana no mundo.

        Mas vamos fazer um exercício e futurologia. O que será que realmente vai acontecer? Pois eu lhes digo o que vai acontecer, baseado em analistas árabes pró- resistência.  O projeto de pacificação elaborado pelo Irã com o aval russo e chinês vai demandar que o Catar, a Turquia e a Arábia Saudita parem imediatamente de fornecer armas e financiar os grupos terroristas que atuam na Síria; que o Presidente Bashar institua eleições livres para o congresso sírio, com observação internacional (Jimmy Carter vai estar lá); em 2014 vai haver eleições para presidente, ou através do congresso ou pelo voto direto. Em qualquer um dos casos, Bashar ganha as eleições com no mínimo 60% dos votos. Assim sendo, Bashar fica!

        E como fica a infraestrutura destruída do país? Não se preocupem. O povo sírio é persistente e aguerrido. Haverá de reerguer tudo em menos de 5 anos, com uma substancial ajuda do Irã, é claro.

        Mas os povos árabes não devrão dormir tranquilos. O eixo do mal (Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita e Catar e mais alguns) já está criando uma nova frente. Já andam atiçando as províncias iraquianas de maioria sunita para se rebelar contra o governo central, que é de maioria xiita, com grandes afinidades com o Irã. Essa massa de manobra já apareceu fazendo demonstrações violentas, gritando o nome do antigo ditador Saddam Hussein e carregando fotos dele. O que não fazem esses homens que lideram o projeto sionista-americano. Aliam-se com o diabo para executar seus planos de divisão do mundo árabe. O feroz inimigo de ontem pode se tornar o útil amigo de hoje. Introduziram a al-Qaeda na Síria para destruir o país e agora se aliam com antigos seguidores de Saddam Hussein para desestruturar o Iraque.

        Seria de rir se não fosse de chorar.

 

FELIZ 2013!

‎2013 já se instalou,  Estava louco para entrar em nossas vidas e entrou. Dos corações emanam esperanças, Mas, todos nós, seres medianamente inteligentes, sabemos que não será pela mera mudança no calendário que nossos problemas desaparecerão, nem que nossas dificuldades irão miraculosamente para o espaço. Até agora não houve simpatia que transformasse um ano ruim ou mediocre em ano maravilhoso só pela troca da  folhinha. Pelo menos para mim, comer lentilha, comer uva ou dar os tais sete pulinhos sobre as ondas na beira da praia durante a passagem de ano, não funcionaram. Todos os problemas, independente de sua natureza, continuaram pendentes de solução no ano seguinte e só foram resolvidos no curso do tempo, com muito suor, alguma inspiração e um tiquinho de sorte.
Portanto,  2013  será um ano de sucesso profissional se trabalharmos duro em busca desse sucesso, será um ano livre de problemas se a gente procurar sempre evitá-los ou não criá-los. Será um ano saudável se vivermos  de forma saudável. Será um ano de muito amor se dermos amor para receber amor em troca. Será um ano de muitos amigos se soubermos cultivá-los. Será um ano de paz se introduzirmos em nossa alma um pouco da paz de Deus em nossos corações.
Em resumo, eu quero  desejar a vocês todos, amigas  e amigos, que tenham ânimo e inteligência para trabalhar duro para prosperarem, porque a prosperidade não cai do céu. Desejo a vocês que tenham muita cautela e não se metam em encrencas,  que não criem problemas para si e com isso tenham paz. Ah, sim! E que cada um cuide bem de seu corpinho. Um carinhoso abraço.

UFFA!!

     Uffa! Terminou o mês de setembro e só agora pude me sentar e escrever esses breves comentários. Culturalmente falando, foi um mês cheio para mim. Emocionalmente, foi devastador. Uso o termo devastador porque realmente mexeu forte com os meus sentimentos.

     No dia 17 de setembro, estiveram aqui, em Novo Hamburgo, o ator Yunes Chami, o diretor Bernardo Galegari e o diretor cultural da Câmara Árabe-Brasileira de Comércio, o Dr. Bechara Aziz Ibrahim. Aconteceu um coquetel no salão de eventos da Associação Comercial e Industrial de Novo Hamburgo, com a presença da imprensa e de aproximadamente cinquenta amigos, onde foi apresentado o projeto da peça teatral “O LATOEIRO”, baseada no meu primeiro romance, “MOHAMED, O LATOEIRO”.  Depois das falas dos visitantes, eu fui convidado a falar para aquela plateia de pessoas conhecidas da comunidade, que estavam ali para me prestigiar.  Isso foi muito tocante para mim. Quase chorando, falei do livro e falei o quão orgulhoso eu estava de pertencer à comunidade hamburguense. Foi demais!

     Três dias depois, no dia 20, houve a noite de autógrafos do “O MUÇULMANO E A JUDIA”, na Livraria Cultura, em Curitiba. Novamente, me deparo com a emoção. Vários leitores, conquistados com o primeiro livro, estavam agora me dando a honra de sua presença e trazendo consigo novos leitores. “O muçulmano e a judia” teve a mesma calorosa recepção que seu irmão mais velho tivera dois anos antes. Foi maravilhoso o reencontro com parentes e amigos velhos e novos em Curitiba.

     Mal me recupero das emoções de Curitiba, voo no dia 28 para Campinas, SP, onde o prestigiado Instituto Jerusalém, promovia o evento “BRASIL ÁRABE”, nas dependências do SESC. Durante cinco dias seriam apresentados debates, palestras, exposições variadas sobre a imigração árabe e sua influência cultural e comportamental no Brasil. Entre esses eventos, estava a apresentação parcial (uns 30 minutos) da peça “O latoeiro” e em seguida uma palestra minha sobre o livro e a peça. O teatro do SESC estava lotado. A plateia aplaudiu a amostrinha da peça longamente. Por fim, fui chamado pelo ator Yunes Chami a subir no palco. Falei sobre os meus dois livros, mas principalmente sobre o “Mohamed, o latoeiro” que dá origem à peça. A minha participação durou uma hora e meia. Fui questionado várias vezes. E, por fim, fui aplaudido de pé pela plateia. Demais!

     A Primavera Editorial tinha montado um estande no saguão do teatro. O pessoal adquiriu o “Mohamed, o latoeiro” e fez-se uma enorme fila para terem seus livros autografados. Entre os que estavam na fila, havia a embaixatriz da Palestina, a Sra. Nahida Tamimi, que, coitadinha, esperou pacientemente a vez dela e acabou recebendo o autógrafo no restaurante onde fomos jantar junto com o grupo. Simpaticíssima e culta, a Sra. Nahida foi muito tolerante e não furou a fila.

     O jantar patrocinado pelo Instituto Jerusalém, foi em um dos melhores restaurantes de Campinas. À minha mesa, estavam O Prof. Bechara, o ator Yunes, um médico árabe e sua esposa brasileira, se me lembro bem o nome dele e Nassim e o dela é Jamile, a embaixatriz, dois homens de negócio libaneses e a cantora Amal Murkus, considerada a Fairuz palestina. Ela mora na Palestina ocupada, que hoje se chama Israel, e faz parte da população árabe de 1948. Tinha sido convidada pelo Instituto Jerusalém para um show em Campinas.  Mulher bonita e de voz incomparável, nos deu uma palhinha após o jantar. Que voz e que simpatia! Realmente ela pode ser considerada a Fairuz da Palestina. Ela cantou algumas canções folclóricas do Líbano, Síria e Palestina. De novo, dessa vez a minha nostalgia foi mexida ao som lânguido das canções de Amal. Não pude segurar as lágrimas.  Vocês podem ver e ouvir Amal Murkus no Youtube.

     Por fim, volto de Campinas para saber que tinha sido eleito o patrono da 30ª Feira Regional do Livro de Novo Hamburgo. Um tsunami de amigos me parabeniza pelo e-mail, pelo facebook e nas ruas de Novo Hamburgo. Haja coração! Eu que sou um cara que chora até quando vê um cachorro magro na rua, não resisti. Uffa!

SOMOS QUATRO CANDIDATOS PARA PATRONO DA FEIRA DO LIVRO DE NH.

Leia a notícia abaixo que saiu  nos jornais da região, Jornal NH e Diário de Canoas.

 Se você quiser me honrar com o seu voto entre no site: www.novohamburgo.rs.gov.br . Clique em cima da faixa de cima da janela quando aparecer – em flash – as fotos dos candidatos.

 
11 de Setembro de 2012 – 13h42

Novo Hamburgo inicia votação para patrono da Feira do Livro

Annie Müller, Santiago, Gilberto Abrão e Mario Pirata são os candidatos

Da redação
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Foto: Divulgação
Candidatos ao título de patrono da feira
Candidatos ao título de patrono da feira

Novo Hamburgo  – Com data marcada para 11 a 21 de outubro, a 30.ª Feira Regional do Livro de Novo Hamburgo começa a escolha de seu patrono a partir de hoje. A votação, que vai até o próximo dia 28, traz como candidatos os escritores Annie Müller, Gilberto Abrão, Mario Pirata e Santiago. A escolha do representante da festa literária será pelo site http://www.novohamburgo.rs.gov.br. Conheça os candidatos:

Annie Müller – A publicitária lançou seu primeiro livro, A Turma do Meet, aos 19 anos. A publicação deu início a uma série, composta por A Turma do Meet – Ligados pela Música e A Turma do Meet – Em Busca da Oitava Estrela, que juntos já venderam quase 30 mil exemplares.

Santiago – Profissional do cartum, da ilustração e da história em quadrinhos há 35 anos, o autor possui mais de 15 livros de humor gráfico publicados. Já trabalhou em diversos jornais e revistas do País e é premiado internacionalmente por seus cartuns.

Gilberto Abrão – Fundador da primeira Escola de Inglês de Novo Hamburgo, o professor explorou nos livros Mohamed, o latoeiro e O Muçulmano e a Judia os conflitos da Faixa de Gaza. Gilberto foi um dos dois finalistas do prêmio O Livro do Ano pela Associação Gaúcha de Escritores.

Mario Pirata – O poeta já tem 12 livros publicados e dedica-se à educação bcom a Aula-Espetáculo Roda de Poesia. Escreveu O cavaleiro da Mão-de-Fogo, Arca de Noel, O Auto de Natal do Abelardo, além do texto O Cisne, para o grupo de teatro de bonecos A Caixa do Elefante.

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O Latoeiro – convite lançamento Projeto

CONVITE PARA A NOITE DE AUTÓGRAFOS EM CURITIBA

CONVITE PARA A NOITE DE AUTÓGRAFOS EM CURITIBA

Esse convite não é só para o pessoal de Curitiba e adjacências. É também para os gaúchos, catarinenses paulistas, cariocas, capichabas, mineiros, amazonenses, bahianos, pernambucanos, etc. que queiram me dar a honra de sua presença.

MAIS UMA VEZ, TOCA O TELEFONE NO GABINETE DA SECRETÁRIA

 Mais uma vez, toca o telefone no gabinete da Secretária.          

    

     Toca o telefone azul no gabinete da Secretária de Estado. Jack, o assessor, atende:

     – Sim, senhor Primeiro Ministro! Ela está, sim senhor! Imediatamente, senhor!

     O assessor põe o telefone sobre a mesa e entra no gabinete da Secretária de Estado, apressado e arfante::

     – Sra. Clinton! O primeiro ministro Benjamin Nataniahu quer falar com a senhora e diz que é urgente!

     – Oh! My God! O Ben de novo!  Que fizemos de errado dessa vez? Conecta ele, rápido, Jack!

     Jack cumpre a ordem:

     – Hello! Good morning, Ben! – Saúda a secretária nervosamente.

     – Aqui já é de tarde, Hillary! Acabo de ter uma reunião com os meus ministros e não estamos nada satisfeitos com os acontecimentos na Síria!

    A Secretária percebeu que o Primeiro Ministro não lhe retribuiu a saudação, portanto as coisas devem estar mesmo feias. Ademais, ele foi logo entrando no assunto.

     – Hillary! Você está prestando atenção no que estou dizendo ou está divagando?

     – Sim Ben! Pode falar!

     – Já estamos há um ano e meio apostando na queda do homem e ele não cai! Até quando vocês vão esperar para acionar a OTAN?

     – Mas Ben!.. Já tentamos de tudo!

     – Pare com esse miado de gato, Hillary, e vamos aos fatos! Já conseguimos enviar toneladas de armas para aqueles rebeldes de merda! Vocês, os franceses e os turcos estão dando apoio logístico e os sauditas e os catarianos estão financiando com bilhões de dólares. E sabe por que o homem não caiu até agora?

     O Primeiro Ministro gritou quando disse a última frase. Estava realmente bravo.

     – Porque o homem tem o apoio popular de mais de 80 por cento da população, Hillary!

     – Mas, Ben! Até já fizemos um acordo com a Al-Qaeda para trazer mercenários a peso de ouro, pagos pelos Catarianos e pelos Sauditas. A Al-Qaeda nos trouxe gente da Tunísia, da Líbia, da Jordânia, do Afeganistão, do Iraque, de todo o mundo muçulmano… Até da Chechênia vieram mercenários… Já tem mais de vinte mil mercenários bem armados lá!

     – O homem só cai se entrarmos lá com a OTAN, Hillary! Estou falando! Se quisermos enfraquecer o Irã teremos que quebrar esse elo da corrente, que une o Irã, a Síria, O Hesbollah e a resistência palestina

     – Você já está chamando aqueles terroristas do Hamas de resistência! – A Secretária deu uma risadinha

     Do outro lado, o Primeiro Ministro tossiu para disfarçar o ato falho.

     – Vocês têm que acionar a OTAN, Hillary!

     – Ben, entenda! Se fizermos isso vamos passar por agressores!

     – E não somos? – O Primeiro Ministro estava sendo irônico. – Vocês já invadiram vários países em nome da tal democracia! – a Secretária ouve a risada sarcástica do Primeiro Ministro. – E nós aqui já matamos mais de um milhão de palestinos desde a nossa fundação e deslocamos outro milhão para fora da Palestina…  digo, de Israel. A ONU já emitiu no mínimo uma centena de resoluções nos condenando e não demos a mínima! Mandamos a ONU à merda!

     – Não podemos colocar a OTAN e nossos soldados em risco, Ben! Você sabe, estamos em campanha para a reeleição do Barack e se algum soldado morrer em uma nova guerra, pega mal…

     – Temos que achar uma saída então! Será que terei que dar a ordem para atacar o Irã? – A pergunta soou mais como uma ameaça. O Primeiro Ministro queria dar um cheque mate na Secretária.

     – Tenho uma ideia, Ben!

     – Você tem uma ideia, Hillary?  – mais uma vez, a voz soou sarcástica.

     – Acompanhe meu raciocínio, Ben!  Além de continuarmos armando e pagando ótimos salários para os mercenários nós vamos abrir uma bolsa com centenas de milhões de dólares, tudo dos sauditas e dos catarianos, é claro, para pagar a alguns membros da cúpula e do exército para abandonarem a Síria. Isso vai enfraquecendo o regime…

     – Estou ouvindo, Hillary!

     – Esses mercenários da Al-Qaeda vão fazendo o trabalho deles aos poucos.

     – Incrível! Vocês dependendo da Al-Qaeda!

     – Interesses estratégicos, Ben! Interesses estratégicos!  Nosso objetivo principal é proteger Israel, não é mesmo?

     – Mas isso colocará a Al-Qaeda às nossas portas, Hillary!  Vamos ter que invadir a Síria!

     – Não será preciso, Ben! Vamos continuar pagando os rebeldes e os mercenários para fazerem o serviço por nós! Esses pobres diabos serão comprados por qualquer cinco mil dólares.Talvez essa guerra dure anos! O exército sírio vai estar tão ocupado e desgastado combatendo os grupos armados que não representará mais perigo para vocês. Além disso, vamos isolar o Irã e o Hesbollah e, por conseguinte, os palestinos. Vocês poderão pintar e bordar na Cisjordânia e em Gaza!  Vão tomar conta de tudo! Não vamos precisar invadir! Vamos assistir de camarote!

     – Parece uma boa ideia, Hillary! Vamos continuar, então.

     – Obrigada, Ben!

     Mas o Primeiro Ministro já tinha desligado o telefone, sem sequer ouvir o agradecimento da Secretária.

     – Son of a bitch! Desligou o telefone na minha cara! – foi o último comentário da Secretária olhando para o seu assessor, o Jack.

 

      

 

    

 

 

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