Arquivo do mês: janeiro 2013

O FATOR SÍRIA-II

                  O Fator Síria – II

 

     Bem, agora que o ataque multifacetado contra a Síria não surtiu o efeito desejado pelos Estados Unidos, OTAN, Turquia, Israel, Arábia Saudita, Catar e a Irmandade Muçulmana (leia-se al-Qaeda), que era  depor o presidente Bashar al-Assad e colocar no seu lugar um fantoche americano, cuja primeira ação seria assinar um humilhante acordo de paz com Israel em troca de trinta moedas, os Estados Unidos, que são o principal mentor dessa desgraceira toda, resolveram colorir sua postura.

           Todas as partes envolvidas, exceto o “Exército Livre” e os terroristas da al-Qaeda arregimentados nas favelas do mundo muçulmano, (leiam o meu artigo anterior, “O Fator Síria” neste mesmo blog) concluíram que não poderiam derrubar o Presidente Bashar, em função do apoio popular que ele tem e da coesão do exército sírio em torno dele.  Diante disso, levando-se em conta o interesse do principal beneficiário desse jogo, que é Israel, decidiu-se então causar um desgaste e uma sangria no país árabe que faz parte da “Frente da Resistência”, juntamente com Irã, Hezbollah no Líbano e o Hamas em Gaza.

          À boca pequena, esses inimigos da Síria (exceto os terroristas da al-Qaeda, Arábia Saudita e Catar) já admitem a solução da crise síria através do diálogo. Mas querem um pouco mais de guerra e matança para aniquilar, de vez, com qualquer força de reerguimento sírio no futuro. Portanto, depois dessa destruição física e econômica do país e a cruel matança generalizada perpetrada pelo tal de Exército Livre e seus asseclas da al-Qaeda, Israel poderá ficar tranquilo por mais 30 anos, mesmo que o regime permaneça.

        Consequentemente, Israel poderá abocanhar – como já está fazendo – mais e mais do território da Cisjordânia até a expulsão total e final do povo palestino. Os partidos de direita da entidade sionista, que apoiam Nataniahu, já pregam, sem nenhum pejo, uma limpeza étnica total da Cisjordânia e a anexação de todo o território que tem 5.640 m2 (pouco mais que a metade da Lagoa dos Patos). Isso significaria o êxodo de 2.700.000 palestinos, que só Deus sabe para onde iriam. Mais da metade desse minúsculo território já está nas mãos de Israel.  É só olhar o mapa atualizado da Margem Ocidental do Jordão.

        Como possível Estado Palestino ficaria somente a Faixa de Gaza, que representa somente 2% (sim, dois por cento) do antigo território da Palestina antes de 1948. Mas esses também já estão sendo cooptados – ou seduzidos melhor dizendo – por Hamad Bin Jassem, o arquibilionário primeiro ministro do Catar, inimigo mortal de Bashar al-Assad e amigo atencioso e carinhoso de Tzipi Livni, ex-primeira ministra de Israel.  Dizem fontes palestinas que Hamad bin Jassem disse ao Hamas para fazer as pazes com Israel e ele, Hamad, transformaria a Faixa de Gaza no Jardim do Éden. É, não é moleza! São os 30 dinheiros articulando a política no Oriente Médio.

        Portanto, o que os inimigos da Síria querem não é introduzir uma democracia ocidental no país, que, diga-se a verdade, não está funcionando em nenhum país árabe que sofreu as revoluções da tal Primavera Árabe. Querem – isto sim – conforme eu já tinha dito no meu artigo anterior, quebrar o eixo da resistência ao projeto sionista-americano. Eliminada a Síria, pensam eles, elimina-se o Hezbollah, o Hamas e isola-se o Irã.  Assim, se salva a existência de Israel, e entidade criada pra dividir o mundo árabe e servir de maior base americana no mundo.

        Mas vamos fazer um exercício e futurologia. O que será que realmente vai acontecer? Pois eu lhes digo o que vai acontecer, baseado em analistas árabes pró- resistência.  O projeto de pacificação elaborado pelo Irã com o aval russo e chinês vai demandar que o Catar, a Turquia e a Arábia Saudita parem imediatamente de fornecer armas e financiar os grupos terroristas que atuam na Síria; que o Presidente Bashar institua eleições livres para o congresso sírio, com observação internacional (Jimmy Carter vai estar lá); em 2014 vai haver eleições para presidente, ou através do congresso ou pelo voto direto. Em qualquer um dos casos, Bashar ganha as eleições com no mínimo 60% dos votos. Assim sendo, Bashar fica!

        E como fica a infraestrutura destruída do país? Não se preocupem. O povo sírio é persistente e aguerrido. Haverá de reerguer tudo em menos de 5 anos, com uma substancial ajuda do Irã, é claro.

        Mas os povos árabes não devrão dormir tranquilos. O eixo do mal (Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita e Catar e mais alguns) já está criando uma nova frente. Já andam atiçando as províncias iraquianas de maioria sunita para se rebelar contra o governo central, que é de maioria xiita, com grandes afinidades com o Irã. Essa massa de manobra já apareceu fazendo demonstrações violentas, gritando o nome do antigo ditador Saddam Hussein e carregando fotos dele. O que não fazem esses homens que lideram o projeto sionista-americano. Aliam-se com o diabo para executar seus planos de divisão do mundo árabe. O feroz inimigo de ontem pode se tornar o útil amigo de hoje. Introduziram a al-Qaeda na Síria para destruir o país e agora se aliam com antigos seguidores de Saddam Hussein para desestruturar o Iraque.

        Seria de rir se não fosse de chorar.

 

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FELIZ 2013!

‎2013 já se instalou,  Estava louco para entrar em nossas vidas e entrou. Dos corações emanam esperanças, Mas, todos nós, seres medianamente inteligentes, sabemos que não será pela mera mudança no calendário que nossos problemas desaparecerão, nem que nossas dificuldades irão miraculosamente para o espaço. Até agora não houve simpatia que transformasse um ano ruim ou mediocre em ano maravilhoso só pela troca da  folhinha. Pelo menos para mim, comer lentilha, comer uva ou dar os tais sete pulinhos sobre as ondas na beira da praia durante a passagem de ano, não funcionaram. Todos os problemas, independente de sua natureza, continuaram pendentes de solução no ano seguinte e só foram resolvidos no curso do tempo, com muito suor, alguma inspiração e um tiquinho de sorte.
Portanto,  2013  será um ano de sucesso profissional se trabalharmos duro em busca desse sucesso, será um ano livre de problemas se a gente procurar sempre evitá-los ou não criá-los. Será um ano saudável se vivermos  de forma saudável. Será um ano de muito amor se dermos amor para receber amor em troca. Será um ano de muitos amigos se soubermos cultivá-los. Será um ano de paz se introduzirmos em nossa alma um pouco da paz de Deus em nossos corações.
Em resumo, eu quero  desejar a vocês todos, amigas  e amigos, que tenham ânimo e inteligência para trabalhar duro para prosperarem, porque a prosperidade não cai do céu. Desejo a vocês que tenham muita cautela e não se metam em encrencas,  que não criem problemas para si e com isso tenham paz. Ah, sim! E que cada um cuide bem de seu corpinho. Um carinhoso abraço.

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